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Alta lucratividade colabora com aumento no contrabando de cigarros; tema foi debatido na Comissão de Políticas de Prevenção às Drogas

26/10/2018

“A alta lucratividade na venda de cigarros piratas contribui para o aumento do contrabando do produto no país, especialmente na divisa com o Paraguai”, a declaração foi feita pela procuradora da República, Gabriela Saraiva Vicente de Azevedo, durante a palestra "O Ministério Público Federal e o contrabando de cigarros". O assunto foi debatido na 7° reunião da Comissão de Políticas de Prevenção às Drogas, presidida pelo vereador Nelson Hossri (Podemos), realizada nesta quinta-feira, dia 25.


Durante o encontro, a procuradora afirmou ainda que o lucro na venda de cigarros contrabandeados chega a 100% e, por isso, o crime é um dos mais registrados no Brasil. Segundo Gabriela, o cigarro representa 60% do contrabando no país. “A diferença nos preços entre um cigarro brasileiro e pirata é muito grande e, muitas vezes, os usuários não sabem que estão cometendo crime ao comprar um produto de origem do contrabando”, declarou.
Para o vereador, os altos índices de contrabando de cigarros devem ser avaliados quando se discute a legalização de outras drogas, como a maconha. “Esses números mostram como uma droga legalizada não põe fim ao contrabando e ao tráfico, como costumam defender. Os tributos arrecadados com a venda de cigarros e bebidas alcoólicas não são suficientes para arcar com os gastos gerados com os malefícios provocados pelo uso de drogas”, defendeu.


Ainda segundo a procuradora da República, os cigarros trazidos do Paraguai são considerados mercadorias proibidas no Brasil porque não têm controle da Vigilância Sanitária e não apresentam as recomendações do Ministério da Saúde. “Todo cigarro faz mal, mas os produtos vindos do Paraguai possuem uma qualidade ainda pior. Não se trata apenas da ausência de tributação, e sim de um risco ainda maior para a saúde dos usuários”, concluiu Gabriela.
A próxima reunião da Comissão de Políticas de Prevenção às Drogas será realizada no dia 29 de novembro, às 15h, no plenarinho da Câmara Municipal de Campinas.

Texto: Gabinete do vereador Nelson Hossri (Podemos)

Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC

Publicada em 26/10/2018 15h52