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Feira Hippie de Campinas se torna Patrimônio Cultural Imaterial

16/01/2018

A lei 16.917, que torna a Feira de Arte, Artesanato, Antiguidades, Quitutes e Esotéricos do Centro de Convivência Cultural – Feira Hippie de Campinas - Patrimônio Cultural Imaterial do Estado foi sancionada no último dia 28 de dezembro de 2018 , sendo um dos últimos atos do então governador Márcio França. 

A lei, de autoria do então deputado estadual Gustavo Petta (PCdoB), assegura que a partir de agora o Estado tem como prerrogativa incentivar e proteger a feira, para que nunca se acabe. O registro de um bem imaterial preserva cultura, memória, identidade. São práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas transmitidos de geração em geração e constantemente recriados pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.


O comércio, que existe há mais de 40 anos, e funciona com cerca de 350 barracas, ficará sob responsabilidade do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) que deve, a partir de agora, garantir que a feira seja mantida, por meio de um plano de salvaguarda da feira no Convivência.


Esta luta ocorre desde 2013, por um movimento da Comissão dos Artesãos do Centro de Convivência, a Associação dos Artesãos de Campinas, Associação dos Antiquários de Campinas e o então deputado Gustavo Petta (PCdoB), que pediu o tombamento como bem imaterial.


“A Feira Hippie está na memória afetiva da população campineira, pois há quatro décadas tem sido palco de encontros fortuitos ou combinados, de compra e venda de produtos os mais variados, de apresentações artísticas e atos políticos, de intercâmbio de conhecimentos e práticas culturais etc. Ela tem vida própria e pulsante na veia campineira e por consequência de nosso Estado. Grande vitória para todos, em especial a Associação dos Artesãos e da Comissão dos Artesãos”, concluiu Gustavo Petta.

Histórico

A feira passou por vários espaços durante sua existência. Começou no Largo das Andorinhas em 1973, foi para o Largo do Rosário, passou pelo Largo São Benedito, Jardim Carlos Gomes e está no Convivência desde o início dos anos 90.

Texto: Gabinete do vereador Gustavo Petta 

Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC

Publicada em 16/01/2019 14h29