Bernardelli recebe profissionais que trabalham com cães-terapeutas e prepara projeto de lei para que os animais tenham os mesmos direitos de acesso dos cães-guia
Utilizados amplamente em diversos tipos de tratamento, os cães de assistência ou “cães terapeuta” ainda têm problemas de acesso em diversos locais de Campinas. Recentemente, por exemplo, uma mulher com depressão foi impedida de atravessar o Parque Portugal acompanhada com o cachorro, enquanto um jovem autista foi impedido de entrar em uma loja com o animal. Assim como ocorre com os cães-guia, estas pessoas precisam da companhia de seus assistentes caninos, razão pela qual o vereador Marcos Bernardelli (PSDB), presidente da Câmara Municipal, pretende apresentar um projeto de lei para solucionar o problema.
“Recebemos aqui na Câmara um grupo de profissionais que trabalha com os cães de assistência, inclusive em entidades como a Casa da Criança Paralítica e outras, e o serviço que fazem é extremamente importante. É preciso entender que as pessoas que usam o cão-terapeuta precisam da companhia dele em todos os lugares, por isso pretendemos promover uma alteração para adequar a lei vigente, regulamentamos acesso de cães terapeutas em parques públicos da cidade, bem como pensamos em uma lei mais específica, estendendo os benefícios de acesso dos cães-guia aos cães-terapeutas”, pontua Bernardelli.

Segundo o psicólogo Everton Luís Taco, o cão-terapeuta é normalmente recomendado por um profissional da Saúde e é útil não só para pacientes, mas também para qualquer pessoa que precise de apoio emocional ou com alguma síndrome. “Com os autistas, por exemplo, eles fazem um trabalho excelente. A interação pessoa a pessoa é muito difícil para o autista, mas interação do autista com o animal é muito mais fácil e a partir dela acaba surgindo a ligação com o ser humano que está com o cachorro. A partir daí se inicia a interação pessoa a pessoa de uma maneira mais tranquila e eficiente”, diz.
Elaine Souza trabalha com a cadela Nina no Hospital Mário Gatti. “Nos hospitais, o animal costuma tirar o foco do paciente na doença, o que ajuda muito emocionalmente, Além disso, o cão também pode ajudar em procedimentos da enfermagem, que muitas vezes nos solicita quando uma criança se recusa a tomar uma medicação: o cachorro a distrai e ela acaba sendo medicada sem problemas”, relata.
Ela ressalta que, no caso dos parques e praças públicas, além da possibilidade de a pessoa ser acompanhada do cachorro, espaços dedicados a eles são necessários – a Câmara Municipal já aprovou a lei do Pracão, do vereador Permínio Monteiro, neste sentido, mas a regulamentação ainda é necessária. “É preciso ter mais espaço público para eles porque o cão-terapeuta também precisa desenvolver a própria socialização para fazer o trabalho. Ter mais espaços para essa atividade faz com que o cão seja mais sociável e, portanto, ainda mais eficiente.”

Texto e foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
