Comissão de Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida avalia importância da inclusão de autistas nas escolas
Sob a presidência do suplente vereador Pastor Elias Azevedo (PSB), substituindo o presidente titular, vereador Jorge da Farmácia (PSDB), a Comissão Permanente de Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida recebeu na última sexta-feira (28/06) profissionais da Futura Consultoria Inclusiva para discutir como o Legislativo pode contribuir para a inclusão da criança com autismo sobretudo na escola.
Segundo a fundadora da Futura, Andrea Reina Godoi, com os métodos certos toda criança é capaz de aprender. Porém, existe muita desinformação até por parte das escolas sobre como ensinar a uma criança com espectro autista. “Tem pais que falam ‘na escola pelo menos convive com outras crianças’, mas na verdade a criança autista não está na escola só para socializar, mas principalmente para ter ganhos acadêmicos” alertou.
Mas para incluir, segundo ela, é necessário capacitar os profissionais da escola, sempre com embasamento científico de como fazer a intervenção pedagógica, daí a importância da instituição de ensino ter um corpo competente de pedagogos.
Andrea ainda afirma que a escola não faz um “favor” ao aceitar um aluno autista; é uma obrigação a instituição estar capacitada para recebê-lo. “As escolas voltadas a alunos especiais não são suficientes, estão lotadas, portanto é urgente que as escolas tradicionais saibam também acolher a criança autista. Os pais não devem tirar a criança o direito de ir à escola por ela não se adaptar. É a escola que tem que se adaptar a criança” relata Vanessa Portioli, pedagoga de educação especial e neuropsicopedagoga da Futura.
Para impulsionar esse processo de inclusão, é necessário que o Legislativo desenvolva projetos de lei que institucionalizem essas práticas.
Texto e Foto: Central de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Campinas
