Reitor do Instituto Federal de São Paulo diz na Comissão de Educação Esporte que estrutura nos Amarais pode ser mantida
O reitor do Instituto Federal de São Paulo, professor Eduardo Modena, disse que uma estrutura do campus da instituição pode ser mantida na região dos Amarais mesmo com a inauguração do prédio no Campo Grande, em Campinas. A afirmação do reitor veio após o debate promovido pela Comissão Permanente de Educação e Esporte do Legislativo, que ocorreu nessa quarta-feira (29/05).
“A situação hoje não é simples. Estão cortando nossas verbas, mas sabemos que foi criada uma expectativa não só dos gestores, mas de toda a população dos Amarais. O cenário político mudou. Tudo conspira contra a criação de novo campus, mas vamos correr atrás e vamos manter a chama acesa”, disse o reitor após receber um abaixo-assinado de professores, alunos e moradores da região.
A declaração do reitor foi destacada pelo vereador Gustavo Petta (PCdoB) “Ninguém está fechando os olhos para a situação caótica dos cortes de verbas, mas ter esse compromisso do reitor de que uma chama será mantida para que haja uma estrutura nos Amarais é muito importante”.
Desde 2013, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo ocupa um espaço cedido dentro do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI). Depois de muita luta, o prédio próprio ficou pronto e os 1.264 alunos da instituição devem ser transferidos para a região do Campo Grande.
Debate
Antes dessa declaração, o reitor participou de um debate na primeira parte da sessão ordinária da Câmara Municipal de Campinas sobre os cortes do governo federal e os impactos no IFSP e na Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Também participou do debate o diretor executivo de Relações Internacionais da Unicamp, professor Mariano Laplane, além de funcionários das instituições e estudantes.
O vereador Gustavo Petta lembrou que o debate foi chamado já que a Comissão ficou preocupada com as notícias de corte de 30% na educação federal, o que afeta tanto o funcionamento do IF, como as bolsas de mestrado e doutorado na Unicamp, além das pesquisas na instituição.
Durante o debate, os representantes das instituições puderam expôr a situação administrativa após os anúncios dos cortes. “Um debate desses é importante para que os vereadores saibam o que vai acontecer com a Unicamp. Esse corte não afeta só uma ponta, afeta toda a educação, desde a básica até as bolsas de ensino superior”, destacou Laplane.
O reitor do Instituto Federal também lamentou o corte de gastos e disse que é hora de conversas: “Já que temos menos dinheiro, temos que negociar, mesmo que o interlocutor dessa negociação seja as vozes das ruas”, destacou Modena. “Tirar verba do Instituto Federal é tirar verba do ensino médio, técnico e superior. É acabar com as pesquisas e são essas pesquisas que vão desenvolver o nosso país”, disse o diretor da União Campineira de Estudantes Secundaristas, Nattan Rocha,
Representantes dos trabalhadores e dos estudantes destacaram a importância da mobilização da população contra os cortes. Vânia Helena Gonçalves, da Fasubra Sindical, disse que há um projeto de governo para privatizar as universidades: “Não é só cortar verbas. É desmoralizar a educação, os professores, alunos e as universidades para, assim, conseguirem vender as nossas universidades”. Quem também foi na mesma linha é a presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, Nayara Souza, que ressaltou que “o governo não gosta de educação porque é a educação que derruba o governo”
A presidenta da União Paulista de Estudantes Secundaristas, Laís do Valle, estudante de um campus do Instituto Federal, disse que os estudantes devem estar nas ruas porque a luta pela educação é uma luta permanente: “A nossa luta não começou dia 15 e não vai terminar dia 30. Ela é constante”.
Texto: Gabinete do vereador Gustavo Petta (PCdoB)
Foto: Central de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Campinas
