Vereadora Mariana Conti cobra revisão do sistema QR Code no transporte público e volta das passagens emergenciais no Bilhete Único
A vereadora Mariana Conti (PSOL) protocolou na última terça-feira (12) indicação à Prefeitura de Campinas para que seja revisto o sistema de QR Code no transporte público do município, bem como pela revogação do decreto nº 20.223 de 01 de março de 2019, que retirou a possibilidade dos usuários utilizarem duas passagens emergenciais a serem pagas na próxima recarga.
Segundo a vereadora, o transporte público em Campinas é um dos mais caros do país, além de ineficiente e excludente e, desde 2014, com a extinção dos cobradores, a situação piorou. "O fim da possibilidade de pagamento em dinheiro no transporte público causou inúmeros problemas, pois muitas pessoas estão tendo dificuldades em comprar o QR Code. Os pontos de compra são poucos e mal distribuídos, só funcionam de dia em sua maioria", avalia.
Outro ponto questionado é a solução via aplicativo de celular, pois acaba sendo excludente para pessoas que tem dificuldade de uso, ou que não tenham um aparelho funcional no momento de embarque nis ônibus, sendo inacessível a grande parte da população. Outro problema levantado pela parlamentar é a própria tecnologia do QR Code, visto que – segundo ela - a impressão em papel térmico muitas vezes não funciona, pois por vezes é mal impresso, não se pode molhá-lo e ele desbota quando guardado.
A vereadora também destaca na indicação o fim das duas passagens emergenciais no Bilhete Único, o que acabou dando uma opção a menos usuários do transporte público. "Campinas é uma cidade de passagem, onde muitas pessoas vêm de outras cidades da região, por exemplo para usar os hospitais, e necessitam do uso de transporte público. Essas pessoas geralmente não têm Bilhete Único e agora estão desassistidas, pois não conseguem usar o QR Code. Em suma, é necessária a recontratação dos cobradores, uma vez que não se revolvem o problemas da dupla função do motorista apenas excluindo a possibilidade de pagamento em dinheiro”, acredita.
A indicação agora segue para Prefeitura Municipal de Campinas, para apreciação e possíveis tomadas de providência sobre o assunto.
Texto: gabinete da vereadora Mariana Conti
Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
