Mais de um século de história: livro que registra posse de autoridades nos últimos 129 anos de Campinas é encerrado; Bernardelli abre novo livro-posse que será usado pela primeira vez em 1º de janeiro de 2021
Em 4 de abril de 1891, Antônio Álvares Lobo, então presidente do Legislativo (na época, o “Conselho de Intendentes”) assinou a abertura do livro de posse das autoridades máximas de Campinas – á época, apenas dois anos depois da proclamação da república, não havia um prefeito e cabia aos próprios intendentes/”vereadores” agirem também como poder Executivo da cidade. Nos 129 anos seguintes, o livro foi assinado por todos os prefeitos e vice-prefeitos ao serem empossados no cargo, bem como por parlamentares que lhes deram posse. Na manhã desta sexta, 11 de dezembro de 2020, o histórico livro de posse foi aposentado.
“Este livro é um pedaço de história pura e cristalina de Campinas, retrata diversas fases da política brasileira e campineira. Ele carece de um melhor cuidado depois de tanto tempo e, por orientação dos historiadores, será agora conservado de maneira adequada. Assim, estamos fazendo a abertura de um novo livro posse dos prefeitos e vice-prefeitos que, quem sabe, venha a durar um novo século ou mais”, diz o vereador Marcos Bernardelli (PSDB), presidente da Câmara, que assinou a abertura do novo tomo.

O livro de posse centenário agora vai ficar em um ambiente controlado, possibilitando que a deterioração seja interrompida, e só poderá ser manipulado quando houver estrita necessidade, sempre com uso de luvas. Já o novo livro posse dos prefeitos, iniciado nesta sexta, receberá no dia 1º de janeiro de 2021 as primeiras assinaturas – do prefeito Dário Saadi e do vice Wanderley Almeida (bem como dos vereadores que assinarão como responsáveis por darem posse aos dois).
Importante ressaltar que o livro de posse dos vereadores, que os parlamentares também assinam em 10 de janeiro, é um tomo separado – o que está sendo utilizado no momento e que ainda tem pelo menos metade das páginas em branco, foi aberto em 1969 pelo então presidente da Câmara Romeu Santini.
Texto e fotos: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
