Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania marca reunião extraordinária para debater eventual prática de violência física, abuso de poder e crime de racismo cometidos pela PM
O presidente da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Câmara de Campinas, vereador Carlão do PT, marcou reunião extraordinária na próxima quinta-feira (20/02), às 10 horas, para debater eventual prática de violência física, abuso de poder e crime de racismo cometido pela Polícia Militar no último dia 08 nas imediações do Estádio Moisés Lucarelli.
Um vídeo encaminhado ao Grupo Força Raça, aponta que vendedores ambulantes e seus familiares, entre eles Maria Helena Ferraz, vendedora de amendoim a longos, Débora Cristina Ferraz Lourenço (filha), Gabriela Ferraz da Silva (neta), Thaís Helena Ferraz Lourenço Vieira (neta) e Paulo Eduardo Vieira (neto) (acompanhados de seus filhos), presenciaram abuso por parte de policiais militares na ação contra uma pessoa que teria roubado um aparelho celular. A entidade entrou com representação no Ministério Público.
Segundo a entidade, o produto tinha sido devolvido ao seu proprietário e o suposto ladrão rendido pela polícia. Mesmo assim, os relatos apontam que o suposto ladrão estava sendo agredido pelos PMs. Foi quando houve um apelo pela família que ali passava para que o rapaz fosse levado à delegacia e que a PM deixasse de agredi-lo.
As testemunhas alegam que apesar dos apelos, a Polícia Militar começou a agredir a família. Os relatos apontam que Paulo Eduardo Vieira foi em defesa das mulheres e das crianças e foi brutalmente agredido e ofendido. Vendo a cena de violência, seu filho Vitor (10 anos) chorava muito e o policial pediu para que se calasse, se não ele iria apanhar também.
Os policiais usaram bomba de gás lacrimogênio e spray de pimenta na direção da criança que não quer mais sair de casa com medo. Eles contam que Maria Helena Ferraz, 74 anos, foi empurrada ao chão e seu instrumento de trabalho (caixa que armazena os amendoins quebrada e os amendoins que restaram da venda foram perdidos).
Paulo precisou ser levado ao Hospital Mario Gatti, passou pelo atendimento médico, em seguida, foi conduzido ao 1º Distrito Policial acusado de desacato à autoridade.
Texto: Gabinete do vereador Carlão do PT
Foto: Central de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Campinas
