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Comissão do Campo Grande aponta necessidade de integração e preenchimento dos vazios urbanos para crescimento da região

06/04/2021

A integração do Campo Grande com outras regiões da cidade e o preenchimento dos vazios urbanos são pontos fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do distrito. Esses foram pontos relevantes debatidos na reunião sobre Planejamento Urbano da Comissão de Estudos sobre o Desenvolvimento do Campo Grande nesta terça, dia 6.

A professora Vanessa Bello, da Puc-Campinas e da Unicamp, argumentou que essas questões podem levar à criação de novas centralidades no Campo Grande, aumentando sua autonomia em relação à região central de Campinas.

Ela destacou que o distrito não tem uma centralidade forte constituída e que todo o seu desenvolvimento até aqui esteve baseado na relação com o Centro. “O Campo Grande não tem um sistema perimetral (entre regiões distintas), apenas radial (bairro-centro) que reforça a dicotomia centro-periferia. Precisa fazer conexões em outros sentidos”, destacou.

Uma das ligações fundamentais é com a região do Ouro Verde que leva também ao aeroporto de Viracopos. Outra, também importante, leva à região do Distrito de Nova Aparecida, fazendo uma conexão com as rodovias Anhanguera e Bandeirantes e com Hortolândia. Ela lembrou que essas conexões estão presentes no Plano Diretor de Campinas, mas que precisam ser implementadas.

A outra questão é preencher os vazios urbanos, que são muitos no Campo Grande, e dificultam que essa centralidade local se desenvolva. Ela lembrou que a Prefeitura tem instrumentos para isso, como o IPTU progressivo.

Vanessa Bello apontou ainda a falta de autonomia da subprefeitura do distrito. Hoje, essa estrutura é utilizada basicamente para a zeladoria e manutenção dos bairros. Mas segundo a professora, a subprefeitura precisa ter condições de atuar em todas as áreas que interessam à região, inclusive seu planejamento local, integrando ao plano municipal.

A reunião contou ainda com a participação de Carolina Baracat Lazinho, diretora de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura. Ela destacou que a questão do planejamento traçado no Plano Diretor do município pode ser revisto a qualquer momento.

“Não precisamos de 10 anos para revisar o Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do Solo”. A diretora também defendeu que o sistema de transporte da cidade seja perimetral, ou seja, entre as diferentes regiões e não apenas radial, ligando os bairros ao Centro. 

O presidente da Comissão, vereador Cecílio Santos (PT), destacou a intensa participação popular, por meio de comentários e perguntas enviadas pelos canais da Câmara de Vereadores.

“Essa participação é muito importante porque é a forma de a população trazer as questões do seu cotidiano para o centro do debate e das decisões”, afirmou. Devido à pandemia, as reuniões são feitas de maneira remota, mas o público pode enviar mensagens por whatsapp e por e-mail.

O relator da Comissão, vereador Paulo Bufalo (PSOL), comentou que é preciso que o preenchimento de novos vazios urbanos não reproduzam as outras experiências dramáticas do passado e para isso é necessário planejamento.

No mesmo sentido, a vereador Debora Palermo (PSC), disse que antes de iniciar um empreendimento na região, é preciso garantir infraestrutura de serviços públicos. “É preciso que a escola, o centro de saúde e o CRAS estejam no território para atender essas famílias”.

Também integrante da comissão, Carlinhos Camelô (PSB) disse que nos casos de ações que envolvam a retirada de moradores ou comércios, exista uma estrutura para dar amparo às famílias atingidas. O vereador Gustavo Petta (PCdoB) também integra a comissão, mas justificou ausência da reunião.

A próxima reunião da Comissão será na próxima terça, dia 13, às 14h com o tema desenvolvimento econômico, com transmissão pela TV Câmara e pelas redes sociais.

 

Texto: Gabinete do vereador Cecílio Santos (PT)

Foto: Diretoria de Comunicação Social da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 6/04/2021 17h28