Secretária de Desenvolvimento Econômico Social e Turismo anuncia na Comissão do Campo Grande que Prefeitura vai lançar programa de ajuda emergencial às empresas
Depois que a bancada do PT levou à Prefeitura de Campinas uma proposta de Plano Emergencial para enfrentar a pandemia, o prefeito Dario Saadi (REP) deve apresentar um programa de ajuda econômica emergencial aos microempresários. O anúncio foi feito pela secretária de Desenvolvimento Econômico Social e Turismo, Adriana Flosi, depois de ser provocada pelo ex-secretário de Finanças, José Luís Pio Romera.
A fala foi feita nesta terça-feira (13/04) durante reunião da Comissão Especial de Estudos do Campo Grande da Câmara de Vereadores, presidida pelo vereador Cecílio Santos (PT) e que tem como integrantes os vereadores Paulo Bufalo (PSOL), Carlinhos Camelô (PSB), Gustavo Petta (PCdoB) e Debora Palermo (PSC). Pio Romera afirmou que a prefeitura tem recursos financeiros para ajudar as empresas da cidade e também as famílias que estão passando necessidades e cobrou que a Prefeitura deve fazer uma ajuda urgente.
“O que você está pedindo será feito, está sendo feito. Vai ser anunciado pelo prefeito. [...] A nossa secretaria, junto com a Secretaria de Finanças, nós estamos trabalhando nesse projeto. Enquanto a Secretaria de Trabalho e Renda, estamos trabalhando na questão do Banco do Povo”. Segundo a secretária, uma das medidas é conseguir trazer recursos para Campinas para que sejam emprestados via Banco do Povo. A outra proposta é usar recursos do próprio orçamento municipal para auxiliar as empresas e comércios.
Pio Romera apontou que a atual gestão pegou a Prefeitura com superávit de R$ 200 milhões, ou seja, dinheiro disponível para ser usado no combate aos efeitos da pandemia. E que além disso, houve aumento de arrecadação nos primeiros meses deste ano em relação ao ano passado. Portanto, a prefeitura teria condições de criar programas de ajuda emergencial. “Vamos pegar esses recursos e disponibilizar na ponta, ser ágil em relação a isso”, cobrou.
O presidente da Comissão, vereador Cecílio, concorda que o programa precisa ser lançado o quanto antes: “A emergência é agora, cobramos que esse auxílio seja rápido. E não só para os comerciantes, mas para os trabalhadores, a população de modo em geral. Não dá para esperar mais”. Carlinhos Camelô disse que “quando a gente achava que a informalidade estava acabando, veio a pandemia”. E lembrou que há 108 mil desempregados em Campinas que buscam sustento na informalidade.
O relator Paulo Bufalo requisitou que os estudos financeiros apresentados por Pio Romera sejam encaminhados à comissão para que constem do relatório final da Comissão. “Estamos percebendo cada vez mais que nessa comissão, embora destinada à região muito específica que é a do campo grande, têm surgido várias ideias, propostas e análises que servem para a cidade inteira”, comentou.O vereador Higor Diego, que também participou desta reunião, comentou a necessidade de renda para as famílias do Campo Grande, com cooperativas de reciclagem, e lembrou que e contas de água e luz estão muito caras para muitas famílias.
Texto: Gabinete do vereador Cecílio Santos (PT)
Foto: Diretoria de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Campinas
