Paulo Bufalo defende greve sanitária dos trabalhadores do Centro Paula Souza
O vereador Paulo Bufalo (PSOL), que também é professor na Escola Técnica Bento Quirino, defende a greve sanitária dos trabalhadores do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – CEETEPS. Na Sessão Legislativa realizada nesta quarta-feira, dia 11, a Câmara aprovou uma moção de autoria do parlamentar em apoio à paralisação.
“Os trabalhadores do Centro Paula Souza decidiram entrar em Greve Sanitária e prorrogar as aulas remotas até que as condições sanitárias e a imunização da maioria das comunidades escolares permitam a retomada segura das aulas presenciais. O CEETEPS, que administra as Escolas Técnicas Estaduais – ETECs e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) - desde o início da pandemia impôs regras, ampliou a burocracia e ignorou as opiniões e condições de trabalho e de vida das comunidades escolares”, protesta Bufalo.
Segundo o parlamentar, desde então a condição especial de ensino remoto vem sendo mantida com esforços e investimentos financeiros de trabalhadores, trabalhadoras e famílias de estudantes. Na moção, o vereador observa que, em decisão recente e sem que a comunidade escolar fosse consultada, foi ordenada a retomada das aulas presenciais. “Isso mesmo sem cobertura de vacinação para toda a comunidade, inexistência de testes e falta de estrutura e equipes nas escolas, além do alarmante crescimento da variante Delta do vírus, já com transmissão comunitária no Brasil e se caracteriza por ser muito mais agressiva na velocidade de disseminação e atingindo pessoas mais jovens, exatamente o público com menor acesso à vacinação até o momento”, lamenta.
De acordo com Paulo Bufalo, mesmo o governo afirmando que as escolas adotaram protocolos sanitários rigorosos, nem todas possuem condições estruturais e equipes suficientes para manutenção destes protocolos e nenhuma delas têm como garanti-los fora de suas dependências.
“Frente a essa situação, os trabalhadores e trabalhadoras, tomados por sentimento de absoluta insegurança e temor pelas suas vidas, dos estudantes e familiares, decidiram preservar vidas e seguirem com suas aulas remotas como forma de manutenção de vínculos e garantia do direito à educação, entendendo que conhecimentos se recuperam, mas não as vidas ceifadas”, afirma.
Texto: gabinete do vereador Paulo Bufalo
Fogo: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
