Filipe Marchesi apela ao estado para que seja colocada em funcionamento a unidade regional da Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross)
O vereador Filipe Marchesi (PSB) protocolou moção, que deverá ser vota em plenário na Câmara Municipal, apelando à Secretaria Estadual de Saúde e à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional para que seja colocada em funcionamento a unidade regional da Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross).
“A criação da Cross foi um importante avanço na oferta de um serviço público de saúde de qualidade aos cidadãos. Porém há uma demanda local que se mostra absolutamente necessária e legítima, que é a a implantação de uma unidade regional, já que atualmente, muitos pacientes acabam transferidos para São Paulo sendo que há vagas sobrando em hospitais privados conveniados ao SUS na cidade. É um transtorno desnecessário às famílias das vítimas da Covid, problema que seria facilmente solucionado se houvesse uma unidade descentralizada da Cross operando em Campinas, onde em 2018 já foi lançado um projeto-piloto de regionalização”, destaca Marchesi.
Criada em 2 de agosto de 2010, a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde surgiu com o ambicioso objetivo de acabar com o acúmulo de pacientes em corredores de hospitais públicos e a longa espera pela realização de exames clínicos. O serviço foi lançado para dar efetividade à portaria 1.559/2008, do Ministério da Saúde, que instituiu a Política Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS). A finalidade principal dessa portaria é garantir a adequada prestação de serviços de saúde à população
Com estrutura e meta definidos, foi sancionada uma lei estadual em 2016 que autoriza as unidades básicas de saúde de municípios com mais de 100 mil habitantes a ofertarem aos pacientes o agendamento de consultas e exames laboratoriais pelo sistema CROSS. A lei ainda determina que a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo se encarregue de treinar e capacitar os servidores das unidades de atendimento para operar o sistema e atender aos usuários de forma rápida e segura.
“O objetivo do projeto-piloto era a implantação do primeiro núcleo regional para atender 42 municípios da DRS-VII que necessitassem de atendimentos de urgência e emergência, oncologia e hemodiálise. Os processos de regulação seriam embasados em pactuação e protocolos assistenciais para dar assistência em serviços de referência em locais mais próximos e de acordo com cada caso. Esta seria a solução do problema, entretanto o projeto não saiu do papel”, ressalta Marchesi.
O vereador acrescenta que realidade vivenciando pela população com o agravante da Pandemia torna ainda mais necessária a implementação deste projeto. “Por isso estamos fazendo esse apelo para que o governo de São Paulo busque implantar essa descentralização do sistema Cross na Região Metropolitana de Campinas, e futuramente se estendendo a todo o Estado, para que situações como estas que estamos vendo acontecer não se repitam, aumentando ainda mais o flagelo das famílias que, além da tristeza em ter um parente adoentado ainda têm de lidar com uma logística desnecessária de viagem até a Capital para dar suporte aos familiares lá internados”, conclui.
Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
