Guida Calixto protesta contra condutas homofóbicas dentro da Empresa Basf Química
A vereadora Guida Calixto (PT) quer que a empresa Basf Química, de Indaiatuba, transforme um caso de conduta homofóbica ocorrido dentro da empresa em um processo educativo de combate a todo tipo de discriminação. A solicitação está em uma moção de protesto direcionada à empresa, aprovada em plenário pela Câmara Municipal na semana passada.
“No dia 14 de dezembro de 2018, Paulo Henrique Borile Alves, funcionário desta grande empresa, e Leonardo Cassiano Borile Alves casaram-se. Paulo Henrique, conforme permeia a legislação vigente, enviou a certidão de casamento para o RH da empresa e começou a vivenciar condutas ofensivas homofóbicas dentro do seu ambiente de trabalho por colegas e até pelo superior hierárquico”, conta a parlamentar.
Segundo a vereadora, o caso gerou uma batalha judicial contra a multinacional, requerendo o fim de tais atrocidades e funcionários de alto escalão da empresa chegaram a pressionar Alves para que ele peddisse demissão ou continuasse trabalhando “de bico fechado” conforme mostram áudios obtidos pelo site Intercept.
“Paulo Henrique desenvolveu transtornos de ansiedade, ataques de pânico, depressão, taquicardia e gastrite, além de outras doenças relacionadas ao excesso de peso, chegou a engordar 35 quilos em seis meses. Desde então, faz acompanhamento médico com psicólogo e psiquiatra, tomando diversas medicações ao dia. O diagnóstico de uma das psiquiatras de Paulo, doutora Virgínia Soares Feitosa, é de ‘sintomas de humor rebaixado, afeto lábil, crises e agudizações disfuncionais e pensamentos de morte associados’, conforme conta em um relatório médico de 5 de março de 2020.”, e que o afastou de seu ambiente de trabalho”,diz.
.A Basf teria demitido os funcionários que praticaram a homofobia, mas não reparado os danos causados a Paulo Henrique Borile Alves, que inclusive teve seu atestado de afastamento contestado. “Por estes motivos,em moção aprovada na Câmara, o Legislativo manifesta solidariedade a Paulo Henrique Borile Alves e protesta por todo qualquer ato de homofobia, desejando que a Basf Química reconheça os atos praticados e transforme esse caso num processo educativo de combate a todo tipo de discriminação junto a sua equipe de funcionários, desde o chão de fábrica até os altos cargos de sua diretoria”, finaliza Guida Calixto.
Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
