Paulo Bufalo requer informações sobre implementação do Museu da Paz e o Centro de Memória, Estudos e Cultura Afro-brasileira
O vereador Paulo Bufalo (PSOL) protocolou requerimento solicitando à Prefeitura informações sobre o Museu da Paz e o Centro de Memória, Estudos e Cultura Afro-brasileira. O vereador, que é presidente da Comissão de Cultura da Câmara, questiona se houve participação do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas na elaboração e implementação da Lei. O parlamentar também questiona sobre como está sendo participação da comunidade negra na consolidação do museu.
No requerimento também é questionado por quê não foi levado em consideração a Lei Municipal 6.930/1992, que criou o Centro de Documentação, Cultura, Pesquisa e Política Negra; se o conselho municipal cultura de paz de Campinas foi ouvido na elaboração do projeto ; se o Conselho Municipal de Cultura ou o Conselho Municipal de Política Cultural foram ouvidos na implementação do referido museu; e por fim, por quê o museu está vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos.
Tais questionamentos, segundo o vereador, foram colocados na reunião da Comissão Permanente de Cultura, presidida por Paulo Bufalo, em reunião realizada no dia 31 de maio, que debateu este tema. “Representantes de movimentos da comunidade negra e do setor cultural da cidade reclamaram da falta de participação e que se sentiram marginalizados na implementação deste projeto”, diz.
O Museu da Paz e o Centro de Educação, Memória, Estudos e Cultura Afro-Brasileira foi instituído pela lei municipal 16.026/ 2020, que prevê que a sede deve ser abrigada no casarão do antigo Engenho e Fazenda Mato Dentro e entorno, localizada no interior Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. A lei também prevê que parte do acervo do Museu será produzida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco, por meio de sua representação no Brasil.
“Com essas informações pretendemos da continuidade, dentro da Comissão de Cultura, ao debate sobre a implementação deste projeto e aperfeiçoar a implementação para que seja de fato um equipamento de cultura, memória e resistência da cultura negra”, observa Paulo Bufalo.
Texto: gabinete do vereador Paulo Bufalo
Foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
