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Paulo Haddad requer Comissão Especial de Estudos para debater os impactos da crise hídrica no setor elétrico e a ameaça ao fornecimento de energia

01/09/2021

O vereador Paulo Haddad (CIDAD) requereu a formação de uma Comissão Especial de Estudos para promover debate e discussão sobre o impacto da crise hídrica no setor elétrico que ameaça o fornecimento de energia na região de Campinas.

O parlamentar cita que a pior seca no país em 91 anos, que esvaziou os reservatórios das hidrelétricas, tem ficado cara para indústrias, comércio e consumidores e vem piorando. “O aumento das tarifas e a necessidade de reduzir o consumo de energia, para que o sistema elétrico não entre em colapso, devem manter a inflação em patamar elevado e frear a atividade econômica”, explica.

De acordo com ele, especialistas calculam que se não chover o suficiente no período de outubro a abril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve se manter na casa dos 8% neste ano e no próximo, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pode ter uma perda de até dois pontos percentuais em 2022. Como a previsão do mercado para o PIB do próximo ano é de 2%, o país pode cair na estagnação.

“Com o baixo volume de chuvas, reservatórios essenciais para geração de energia por hidrelétricas estão com os piores níveis em décadas. A piora nas condições de chuva e a crise hídrica e energética ameaçam o controle técnico do sistema elétrico e expõem o país ao risco de falhas de geração e transmissão de energia. A principal caixa d’água do setor elétrico, que são os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, estão com 22% de nível de armazenamento, inferior ao nível de agosto de 2001, que gerou o racionamento”, reforça.

“É preciso que seja criada uma Comissão de Estudos para debater e discutir o impacto da crise hídrica no setor elétrico, pois o aumento da crise coloca mais pressão nas tarifas de energia elétrica, refletindo diretamente nas famílias, no comércio, na indústria e na economia do município. Além disso, a criação da Comissão de Estudos tem que expor as consequências da crise hídrica no setor elétrico e na economia, pois trará grandes impactos na vida, na rotina e no consumo da população campineira”, finaliza.

 

Texto e Foto: Diretoria de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 1/09/2021 15h42