CPI que apura supostas vantagens indevidas para renovação de contratos faz sua última reunião do ano e volta em fevereiro com oitiva do ex-subsecretário de Relações Institucionais
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada na Câmara Municipal de Campinas para apurar supostas cobranças de vantagens indevidas para prorrogação de contratos de empresas terceirizadas pelo Legislativo, realizou nesta quarta (07/12) sua última reunião do ano.
A CPI volta a se reunir no dia para o dia 1 de fevereiro de 2023, quando retornam os trabalhos de plenário, após o recesso parlamentar, quando está marcado o depoimento do advogado Rafael Creato, ex-subsecretário de Relações Institucionais da Câmara.
Hoje a Comissão ouviu Dario Carvalho, jornalista e assessor de imprensa. Ele foi fiscal do contrato da TV Câmara entre 2015 e 2021, mantido entre o Legislativo e o Grupo Mais, responsável pela operação do canal da emissora.
Tanto a CPI quanto o Ministério Público apuram eventual pedido de vantagem feito pelo ex-presidente da Câmara, vereador Zé Carlos, para o empresário Celso Palma, diretor do Grupo Mais.
Em sua fala de mais de duas horas, Dario Carvalho deu detalhes do funcionamento da TV Câmara, além de mostrar como são fiscalizadas a produção de conteúdo do canal televisivo. “O depoente trouxe uma série de informações que contribuíram para que os integrantes da CPI entendessem a dinâmica e a forma de operação da TV Câmara”, avaliou Major Jaime (PP), relator da CPI.
Major Jaime afirmou que vai passar o recesso parlamentar estudando o processo com os depoimentos tomados até aqui, além dos arquivos disponibilizados pelo Ministério Público. “Temos já muita coisa a ser analisada. Queríamos ter avançado mais, mas fizemos o que foi possível.”, justificou.
Rafael Creato foi reconvocado, pois não compareceu para depor no dia 7 de dezembro. O ex-subsecretário foi citado na denúncia de Celso Palma por ter participado das negociações. Ele nega.
Texto e Foto: Diretoria de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Campinas
