Debora Palermo protocola Projeto de Lei que determina tratamento especializado a vítimas de animais peçonhentos em áreas rurais de Campinas
A vereadora Débora Palermo (PSC) protocolou projeto de Lei na Câmara Municipal que determina regras de atendimento a vítimas de picadas de animais peçonhentos nas unidades de Saúde que atendam moradores de áreas rurais de Campinas e das Áreas de Proteção Ambiental (APAS) do município.
“O atendimento imediato e adequado a essas vítimas, com a prestação dos primeiros socorros e aplicação dos soros antiofídico, antiaracnídico e antiescorpiônico, conforme o caso, é de suma importância uma vez que, sem o atendimento adequado, a pessoa pode morrer em questão de minutos”, pontua a vereadora.
O PL estabelece que as unidades de saúde que atendam áreas rurais do município deverão, obrigatoriamente, disponibilizar atendimento especializado e imediato as vítimas de picadas de animais peçonhentos. A parlamentar relembra que recentemente, em dezembro do ano passado, uma criança de apenas cinco anos, moradora do Município de Valparaíso/SP, acabou falecendo em razão de atendimento inadequado após ser picada por um escorpião.
“Em Campinas, segundo informações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, há apenas duas Unidades de Referência para esses tipos de atendimento, o Hospital das Clínicas da Unicamp e o Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo do Orsi (Hospital Ouro Verde). Porém é de conhecimento geral que esses animais peçonhentos estão presentes principalmente em áreas rurais e de preservação ambiental, sendo grande a incidência de casos de picadas em moradores desses locais”, diz.
Débora Palermo enfatiza que no município há várias áreas rurais (principalmente nos Distritos de Sousas e de Joaquim Egídio), áreas pertencentes à APA de Campinas, incluindo-se a região abrangida pelo Centro de Saúde Carlos Gomes. “Temos também a APA do Campo Grande e todas essas áreas essas bem distantes dos Centros de Referência, chegando a até 25 km. Ou seja, é grande a chance de falecimento da pessoa dentro do trajeto até o atendimento especializado, principalmente diante das conhecidas dificuldades de locomoção dos moradores dessas regiões”, conclui.
Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
