Prédio da Câmara foi iluminado de verde em virtude da Semana Municipal de Conscientização sobre a Escoliose
Desde o último sábado, quem passou de noite pela frente da Câmara Municipal, na Avenida da Saudade, notou que o Legislativo estava iluminado de verde. A cor foi usada em virtude da Semana Municipal de Conscientização sobre a Escoliose Idiopática Adolescente, que ocorre sempre na última semana do mês de junho, de modo a englobar o Dia Internacional da Conscientização sobre Escoliose (International Scoliosis Awareness Day) – comemorado internacionalmente no último sábado do mês.
“Desde 2017, por iniciativa da Câmara, o município de Campinas realiza a Semana de Conscientização justamente porque, se as pessoas souberem mais sobre este desvio de coluna que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo e, principalmente, como detectar o problema logo cedo, milhares de cirurgias podem ser evitadas”, destaca o vereador Paulo Haddad (Cidadania), que é médico e preside a Comissão Permanente de Política Social e Saúde da CMC.
A escoliose não tem cura, mas se detectada precocemente, pode ser tratada para não evoluir. Contudo, quando isso não ocorre, a coluna acaba entortando e o paciente pode ainda sofrer com dores, problemas respiratórios, dificuldade em praticar exercícios e, eventualmente, ter de ser submetido a uma cirurgia corretiva da coluna. Por isso é importante conscientizar”, ressalta Haddad.
Escoliose Idiopática do Adolescente
A escoliose é um desvio sem razão definida que costuma aparecer entre 11 e 13 anos nas crianças, em especial meninas. Muitas vezes um simples exame visual - com a criança ficando de pé (de sunga ou biquíni) e dobrando o corpo para frente como se fosse tocar os pés - já é suficiente para enxergar o desvio na coluna, cuja tendência é piorar significativamente na fase de crescimento se não houver tratamento. Por isso a importância da conscientização.
Dependendo da angulação e número de curvas na espinha dorsal, o tratamento varia de simples acompanhamento ao uso constante de colete ortopédico – indicado por médico ou fisioterapeuta - aliado a exercícios específicos para a escoliose. Os coletes 4D e 3D são os mais indicados em termos de eficiência, além de terem maior aceitação do paciente, por serem mais leves e discretos. A detecção precoce faz com que um tratamento conservador, sem cirurgia, tenha enormes índices de sucesso.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que entre 2 e 4% da população têm o problema, o que significa mais de 6 milhões de brasileiros, em especial adolescentes do sexo feminino, nas quais a incidência é maior.
Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
