Permínio Monteiro protocola Projeto de Lei que cria o Maio Furta-Cor, dedicado à saúde mental materna
O vereador Permínio Monteiro (PSB) protocolou na Câmara um Projeto de Lei que institui no calendário de eventos de Campinas o Maio Furta-Cor, mês dedicado às ações de conscientização e incentivo ao cuidado e promoção da saúde mental materna.
“A ideia é conscientizar e sensibilizar a população para a causa da saúde mental materna e escolhemos Maio justamente por causa da celebração nacional do Dia das Mães. Já a cor foi definida em virtude da sua tonalidade que altera de acordo com a luz que recebe, não havendo uma cor absoluta para aquele que lança o olhar”, diz Permínio Monteiro.
Ele conta que o Projeto de Lei surgiu em razão de campanha promovida pela psicóloga clínica e perinatal Nicole Cristino e a médica psiquiátrica e psicoterapeuta com atuação na perinatalidade Patrícia Piper.
“Todo o trabalho desenvolvido por elas nesta campanha é de cunho gratuito, voluntário, espontâneo, inclusivo, democrático, horizontal, laico, desburocratizado, descentralizado, social, apartidário, transdisciplinar e colaborativo. É importante que se esclareça a relevância da dedicação à saúde mental das mães pois, apesar de forte estigma social em torno de temas ligados à saúde mental, há um alarmante aumento nos casos de depressão, ansiedade e, infelizmente, suicídio entre as mães”, diz.
Estima-se que uma em cada quatro mulheres sofram de depressão pós-parto, sendo que mais da metade dessas depressões já estão presentes na gestação, porém não são diagnosticadas, muito menos tratadas adequadamente e em tempo. Neste diapasão, o cenário pandêmico tem deixado um pesado fardo para as mães: a precarização da vida recai sobre elas.
“Escolas fechadas por mais de um ano, famílias fragmentadas, tripla jornada de trabalho, reduções e disparidades salariais, desemprego, informalidade, aumento dos índices de violência doméstica e feminicídio são apenas alguns dos fatores que impactam na saúde mental materna. Além disso, há um enorme contingente de mulheres portadoras de transtornos mentais em idade reprodutiva que são vulnerabilizadas pelo forte estigma social relacionado ao transtorno mental e a maternidade”, alerta.
Para que o Maio Furta-Cor passe a integrar o calendário anual de Campinas, o PL precisa ser aprovado em duas votações no Plenário e, posteriormente, sancionado pelo prefeito Dario Saadi.
Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
