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Na véspera do Dia Internacional da Mulher, Câmara repudia Arthur Do Val e apresentará moção por cassação do deputado

07/03/2022

A reunião da Câmara Municipal da manhã desta segunda-feira (7), véspera do Dia Internacional da Mulher, foi marcada por manifestações de repúdio de vereadoras e vereadores de diversos partidos contra o deputado Arthur do Val, o “Mamãe Falei”. Os parlamentares também farão uma moção conjunta de repúdio e pedindo a cassação do deputado que esteve na Ucrânia, e mandou a amigos áudios com comentários misóginos e sexistas sobre as mulheres vítimas da guerra que assola aquele país.

“Ele foi até a Ucrânia em uma suposta ação humanitária e disse que ucranianas são fáceis porque são pobres. Não podemos deixar isso impune.  Inclusive protestaremos contra essa conduta em um ato que será realizado em todas as cidades do estado amanhã, Dia Internacional da Mulher”, diz a vereadora Guida Calixto (PT), acrescentando que em Campinas o ato está marcado para às 16 horas no Largo do Rosário.

“A fala do deputado Arthur Do Val fomentou a cultura do estupro, na qual se cria um ambiente em que banaliza, legitima e justifica o crime. Esse chamado deputado está fazendo um desserviço, divulga uma cultura nociva, não dá pra ter um representante como este”, pontua a vereadora Paolla Miguel (PT).

A vereadora Debora Palermo (PSC) também protesta com veemência. “Essas afirmações são fruto de mente perversa e índole má. Em um ambiente de guerra, este senhor consegue olhar mulheres e pensar nelas como produto de consumo, e ainda fala para amigos que por serem pobres são mais fáceis. Não dá para entender o que se passa na cabeça de um ser humano destes”, se indigna.

“Meu total repúdio ao áudio nojento do Arthur Dio Val, usou da dor de pessoas de um país em guerra, foi fazer turismo sexual em um país em guerra. É muito grave, um e xemplo de machismo em plena véspera do 8 de março, merece a cassação“, protesta a vereadora Mariana Conti (PSOL).

O vereador Eduardo Magoga, filiado do mesmo partido de Do Val, o Podemos, enfatiza que a representação partidária também condena as palavras do deputado. “São falas inacreditáveis e gravíssimas. Esse tipo de fala que não nos representa, não representa o Podemos nem nenhum partido. É uma fala que não representa nada, simplesmente nada. Como representante do Podemos em Campinas, peço mais uma vez desculpas ás mulheres em nome do partido”, afirma.

Major Jaime (PP), também acredita que o partido de Do Val não é representado na fala do deputado. “Com certeza o Podemos não tem nada a ver com isso. Ele como pessoa, como homem, como cidadão, é mal caráter, cafajeste, sempre foi. Todo mundo vai abominar e condenar o que foi feito, é inadmissível”, diz.

Paulo Bufalo (PSOL), por sua vez, completa: “Ninguém tem que pedir perdão em nome dele, fazer situação de vergonha alheia: trata-se de denunciar o deputado, essa postura  não começou com a viagem para Ucrânuia e a fala repugnante. Não se trata de infelicidade, de juventude , de empolgação ou distorção como ele tentou dizer posteriormente a repercussões negativas. Trata-se de uma ideia incrustrada na cabeça dele e dos seguidores que o levaram a ser deputado. Um a postura racista, machista e misógina que sempre acompanhou esse cidadão.”

O vereador Gustavo Petta (PC do B) segue a mesma linha. “É mais um ato deste deputado marcado por preconceito, discriminação, é deplorável. Reflete exatamente o que esse político pensa, e não é de hoje. Vimos inclusive como ele anteriormente perseguiu o padre Júlio Lancelotti em São Paulo. Uma fala como essa é reveladora e esse deputado merece a cassação, até de maneira pedagógica para a sociedade”, defende.

Carlinhos Camelo (PSB) é outro que acredita que o deputado exprimiu algo que faz parte da própria conduta equivocada que tem. “Ele disse aquilo que ele pensa, um pensamento dele, simplesmente não respeita as mulheres. Tem que cassar o mandato dele, até para que nunca mais possa externar esse tipo de postura”, entende.

O presidente da Cãmara, vereador Zé Carlos, conclui: “Esse cidadão não pode ser chamado de ser humano. A conduta dele, que foi para a Ucrânia politicagem disfarçada de ação social, extrapolou em todos os sentidos. Eu e minha esposa choramos quando vimos a reportagem, é repugnante o que esse rapaz fez. Tem que ser cassado.”

Também discursaram contra a conduta de Arthur do Val outros vereadores, como Arnaldo Salvetti (MDB), Cecílio Santos (PT), Higor Diego (Republicanos) e Carmo Luiz (PSC).

Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC

Publicada em 7/03/2022 13h10