CPI para apurar vantagens indevidas fará na próxima quarta (23) a última oitiva sobre licitação de 2014 da TV Câmara
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar supostas cobranças de vantagens indevidas para prorrogação de contratos de empresas terceirizadas pelo Legislativo, que realizou a sexta reunião na tarde deste dia 16, determinou uma última oitiva sobre o processo da licitação da TV Câmara de 2014. Ela acontecerá às 14 horas da próxima quarta-feira (23).
“Vamos ouvir Valter Greve, que foi assessor da presidência da Câmara naquela época e a quem o empresário Danilo Palma acusou de ter cobrado ‘uma ajuda’, de maneira irregular. Então daremos por encerrado essa questão de 2014 e passaremos a focar no ocorrido em 2021, na qual acreditamos que há indícios muito mais sólidos”, pontua o vereador Paulo Gaspar (Novo), presidente da CPI - que é composta também por Major Jaime (o relator, do PP), Paulo Bufalo (PSOL), Paolla Miguel (PT), Carmo Luiz (PSC) , Luiz Cirilo (PSDB) e Higor Diego (Republicanos).
Na opinião de Gaspar, os depoimentos realizados na tarde de hoje - do pregoeiro de 2014, Jorge Brasco, e da então consultora jurídica da Câmara, Neusa Dorigon – deixaram claro que, independentemente de ter havido ou não qualquer tentativa de extorsão no processo de licitação da TV naquele ano, a alegação de documentos inadequados do Grupo Mais que ensejaram a desclassificação naquele pregão tem embasamento.
É por esta razão, afirma, que a CPI irá apenas ouvir Valter Greve para dar por encerrado este foco específico de atuação. “Não há necessidade de ouvir, inclusive, o vereador Campos Filho, que era o presidente de então, porque o senhor Danilo deixou claro que ele não estava no ambiente em que teria sido feita a suposta proposta e o próprio ex-presidente já declarou publicamente que não tem conhecimento de tal proposta nem autorizou ninguém a fazê-la”, explica Gaspar.
Confira, no vídeo abaixo, a íntegra da reunião de hoje da CPI:
Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
