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Na próxima quarta-feira (30), CPI para apurar vantagens indevidas começa a investigar aluguel de equipamento para transmissão de TV em 2022

23/11/2022

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar supostas cobranças de vantagens indevidas para prorrogação de contratos de empresas terceirizadas pelo Legislativo, que realizou a sétima reunião na tarde deste dia 23, concluiu hoje – por hora – a coleta de dados sobre suposta irregularidade envolvendo o processo de licitação da TV Câmara em 2014. Agora, a CPI volta o foco para a gestão do ex-presidente Zé Carlos (PSB), mais especificamente sobre o contrato para do swicther (um equipamento de transmissão) alugado neste ano pela Câmara.

“Queremos entender a parte técnica do processo e o porquê desse aluguel por quatro anos, uma vez que pelas gravações e informações que temos o então presidente Zé Carlos dizia que queria unir todos os contratos relativos a equipamentos usados pela TV em uma próxima licitação, que terá que ocorrer em até dois anos, pois o atual contrato da TV pode se estender no máximo até maio de 2024. O objetivo é averiguar se isso procede, se é vantajoso ou não, se houve algum tipo de interferência política ou não”, explica o vereador Paulo Gaspar, presidente da Comissão – além dele, integram a CPI os parlamentares Major Jaime (o relator, do PP), Paulo Bufalo (PSOL), Paolla Miguel (PT), Carmo Luiz (PSC), Luiz Cirilo (PSDB) e Higor Diego (Republicanos).

Desta forma, a CPI realizará na próxima quarta-feira (30), às 13 horas, uma oitiva com o servidor Roni Alvarenga, que atuava como Diretor de Tecnologia de Informação e Telecomunicação e foi um dos responsáveis pelo Estudo Técnico Preliminar que indicou o aluguel do equipamento, além de ter sido o responsável pela análise de um novo modelo de licitação para a TV, solicitado pelo então presidente da CMC, no qual o futuro prestador de serviços traria equipamentos próprios para a execução do trabalho.

Também será ouvido na mesma data o pregoeiro responsável pela procedimento da licitação do switcher, o servidor Paulo Rabelo, que deverá explicar a comissão os procedimentos que foram executados, prazos etc.

Depoimento desta quarta

Na reunião desta tarde, a CPI ouviu Valter Greve, que foi assessor da presidência da Câmara em 2014 e a quem o empresário Danilo Palma acusou de ter cobrado ‘uma ajuda’  em reunião prévia a assinatura de contrato para prestação de serviços na ocasião – o empresário afirmou ter sido desclassificado após se recusar a pagar.

Greve negou o fato e afirmou, inclusive, que sequer conhece o Palma e nunca se reuniu com ele. Veja no vídeo abaixo a íntegra da reunião de hoje.

 

Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC

Publicada em 23/11/2022 19h45