Câmara intermedeia acordo de paz entre comunidades muçulmana e judaica de Campinas e assina Carta endereçada a Lula propondo resolução pacífica para o conflito no Oriente Médio
Procurando colaborar para o fim do conflito no Oriente Médio, a Câmara Municipal de Campinas vai intermediar uma proposta de acordo de paz envolvendo as comunidades muçulmana e judaica da cidade. Assim, nesta quarta-feira (20/12), às 10 horas, será assinado, no gabinete da Presidência, um documento, intitulado “Carta de Paz – Palestina e Israel: por uma resolução pacífica, justa e definitiva”, por representantes da Sociedade Islâmica de Campinas, da Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob de Campinas, pelo presidente da Câmara, vereador Luiz Rossini (PV), e demais parlamentares que estiverem presentes no encontro.
“Queremos dar um exemplo para o mundo. Mostrar que Campinas pode unir dois povos irmãos, e que a guerra não representa as culturas judaica e islâmica. E este momento é oportuno; com a proximidade do Natal, pretendemos tentar distensionar as forças que geram ódio e deixam feridas abertas”, explica Luiz Rossini.
Os termos do documento foram elaborados em conjunto com as duas entidades e sinalizam para o fim do conflito e uma solução eficaz para a coexistência pacífica dos dois estados. “A defesa da vida deve estar acima de todas as divergências políticas ou ideológicas. A sua preservação é um valor fundamental do qual depende a existência humana. A preservação das vidas das crianças deve ser vista como primordial, em todas as situações e de ambos os lados. Ultrapassar esse limite é uma evidência da falência de nosso legado ético”, diz um dos trechos da Carta.
A manifestação das entidades será endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que os signatários entendem como liderança capaz de encontrar meios para resolver o conflito e ajudar a solucionar o problema.
“Confiantes na sua capacidade de aproximar e dialogar com lados em oposição, escolhemos Vossa Excelência como o porta-voz da Paz, para negociar diretamente com os dois lados um cessar-fogo imediato e uma solução pacífica definitiva, conforme as resoluções da ONU e respeitando o princípio da autodeterminação dos povos, estabelecido no Direito Internacional a fim de assegurar a independência, a liberdade, a segurança e o direito de organização própria”, aponta outro trecho da Carta.
Texto e Arte: Câmara Municipal de Campinas
