Em risco de queda, três árvores são extraídas na Câmara; Luiz Rossini determina estudos para replantio
As chuvas fortes dos últimos meses e as enchentes e quedas de árvores causadas por elas já causaram inúmeros estragos e tragédias em Campinas nos últimos meses, entre as quais a morte de uma menina de sete anos em janeiro e um homem em dezembro. Na Câmara de Campinas, a presidência da Casa havia solicitado ao Departamento de Parques e Jardins (DPJ) uma vistoria das árvores dentro das dependências do Legislativo depois que uma delas caiu em janeiro sobre a grade da Casa, a calçada e uma pista da Avenida da Saudade – felizmente, sem vítimas. Com o resultado do estudo, três árvores do Legislativo tiveram de ser extraídas.
“Por um lado ficamos tristes, porque ninguém gosta de cortar uma árvore, ainda mais antigas, grandes e bonitas como estas. Porém, temos que pensar em salvaguardar vidas. As tempestades que estão caindo tem derrubado ou arrancado do chão árvores grandes, ou ainda comprometido o solo fazendo com que caiam depois, e não podemos correr o risco que uma delas caia sobre as pessoas que transitam diariamente nas avenidas movimentadas que cercam a Câmara, nem sobre quem frequenta a Casa”, diz o vereador Luiz Rossini (PV), presidente do Legislativo.
Ele ressalta, porém, que já determinou a realização de um estudo para um replantio de árvores, em substituição às que foram retiradas. “Temos cerca de cinquenta árvores de médio e grande porte dentro da Câmara, sem contar outras de menor porte e as do entorno do prédio. Felizmente apenas três tiveram de ser extraídas, mas vamos fazer um estudo para determinar novas árvores mais adequadas a estes locais e fazer um replantio não só destas que foram cortadas agora como também da que caiu”, diz.

Jacarandá, Pau-ferro e Pinheiro
De acordo com o laudo técnico do DPJ, o Jacarandá-mimoso localizado próximo da entrada da Casa e do ponto de ônibus da avenida da Saudade aparentava visualmente estar em declínio vegetativo, com fungos decompositores e uma fenda oca no tronco. Além disso, a árvore causou danos na grade e na mureta do prédio, situação que reforça o risco de queda.

Na área interna, próximo a um dos estacionamentos, também foi determinado risco de queda de um Pau-ferro com a copa parcialmente seca e possível processo de biodeterioração nos ganhos, bem como de um Pinheiro-de-kauri com cerne exposto próximo a base e possível biodeterioração.
Por fim, a inspeção do DPJ determinou a poda de uma Cássia-rosa localizada em um local de declive e de um Angico com grande volume de folhas e galhos. Em virtude das chuvas de hoje e de todas as árvores serem bastante altas e frondosas, é possível que os troncos e outros detritos restantes das extrações sejam retirados totalmente apenas no início da semana que vem.

Texto e fotos: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
