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Mês da África: Mostra Cultural Afrofuturista pode ser conferida na Câmara Municipal até 31 de maio

23/05/2023

Maio é o Mês da África e a Câmara Municipal – que vem promovendo uma série de atividades sobre o continente africano em homenagem a data – está sediando a partir deste dia 23 a Mostra Cultural Afrofuturista. A exposição, que pode ser visitada até 31 de maio no hall de entrada do Plenário, inclui quadros que mostram modernos centros urbanos de cidades do continente (entre eles, a futurista Nova Cairo, planejada para ser capital administrativa do Egito) , esculturas e até mesmo uma pintura em ovo de avestruz, feita à mão, produzida por artistas da Namíbia.

“A cultura brasileira se entrelaça intensamente com a do continente africano, como país o Brasil tem a maior população negra do mundo após a Nigéria, e temos que preservar e valorizar muito essas raízes. Trazer esta mostra pra a Câmara é parte desta valorização”, pontua o vereador Luiz Rossini (PV), presidente da Câmara Municipal.

O vereador Professor Alberto (PL), responsável por trazer a mostra para a Casa, enfatiza que, como o próprio nome Afrofuturista demonstra, a exposição tem um foco diferenciado. “Esta exposição, assim como o projeto Atlas Geocultural da África, ao qual ela se integra, foi idealizada para mostrar uma nova visão sobre o continente que, desde o início do século 21, vem apresentando uma pujança em economia, ciência, artes, literatura, política, arquitetura e urbanismo, entre outras áreas”, conta o parlamentar.

O professor doutor Odair Marques da Silva,  curador da mostra, detalha um pouco mais esta visão diferenciada. “Normalmente quando se fala da África, o foco é sempre no passado. Mesmo Hollywood, em um de seus filmes de sucesso mais recente, Mulher-Rei, mostra uma história situada 300 anos atrás, se retrata o passado e não no presente da África, a modernidade que hoje existe em muitos dos 54 países que compõem o continente. Por isso chamamos esta mostra especificamente de Afrofuturista”, pontua.

A única representação moderna da África no cinema, por sinal, talvez esteja em um país fictício: Wakanda, de Pantera Negra. “Wakanda não existe, contudo se formos ver os países reais, encontraremos muitos centros urbanos, muitas cidades extremamente modernas e adeptas das mais modernas tecnologias existentes. Nova Cairo, por exemplo, é uma cidade planejada como Brasília foi décadas atrás, e extremamente moderna. E quando se fala na Nigéria as e pessoas constantemente se lembram de Lagos, mas poucos se lembram de Abuja, capital administrativa daquele país dona de uma arquitetura de destaque, com universidades de ponta e muito moderna”, afirma Silva, que é doutor em Ciências da Cultura pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Utad), de Portugal.

Internacional

No último dia 9 de maio, a Câmara sediou a abertura de um evento internacional dedicado ao Mês da África, o prêmio Africa Friends. O evento, promovido pelo Instituto Azusa, teve presença de representantes de países africanos como Congo e Nigéria, e o prêmio é entregue  a personalidades, empresas, instituições, lideranças religiosas e governos de diversos países envolvidos em projetos humanitários. Além do Prêmio, o encontro tem como propósito promover negócios entre o Brasil, os Estados Unidos, o Continente Africano e países simpatizantes.

A escolha de maio para comemorar o Mês da África se deve ao fato de, no dia 25 deste mês, ser comemorado o Dia Mundial de África. Isso porque, em 25 de maio de 1963  representantes de trinta países africanos reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para fundar a Organização da Unidade Africana.

Na época, dois terços do continente já tinham declarado independência de estados imperiais europeus, mas outros permaneciam como colônias, e o primeiro objetivo da organização foi incentivar a descolonização de Angola, Moçambique, África do Sul e Rodésia do Sul (que deu origem ao Zimbabwe).

Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC

Publicada em 23/05/2023 14h50