Guida Calixto protocola Projeto de Lei que institui metas para reduzir descarte de resíduos orgânicos nos aterros sanitários de Campinas
A vereadora Guida Calixto (PT) protocolou Projeto de Lei que institui metas vinculadas ao Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Campinas para reduzir o descarte de resíduos orgânicos nos aterros sanitários da cidade.
“O objetivo da nossa preposição é reduzir o descarte de resíduos orgânicos em residências e empresas de Campinas em até 50% até 2025, 75% até 2030, e 100% até 2040”, afirma Guida, destacando que o resíduo orgânico despejado em aterros sanitários tradicionais se decompõe e produz o metano, um gás 80 vezes mais capaz de aquecer a Terra do que o dióxido de carbono.
“Para retardar o avanço do aquecimento global, a cidade de Campinas precisa dar novo destino para este resíduo orgânico. O nosso projeto propõe que todos os moradores e empresas separem seus resíduos orgânicos dos outros resíduos e destine-os para compostagem”, explica.
De acordo com a vereadora, a compostagem – tanto a feita em grande escala a quanto a doméstica – é uma solução viável para reduzir a emissão do metano. “ Os resíduos orgânicos podem ser decompostados em casa ou levados para um local de compostagem comunitário. O programa que propomos no Projeto de Lei determina o envolvimento das comunidades na educação ambiental, nos workshops de compostagem e nos descontos para a compra de composteiras e minhocários”, diz.
A ideia é direcionar o resíduo orgânico para os centros de compostagem ou instalações de digestão anaeróbica, onde podem ajudar a inserir o carbono de volta ao solo, ou capturar o gás natural para, por exemplo, abastecer os caminhões que transportam os resíduos.
A lei se propõe a ser implementada gradualmente nos próximos 17 anos - de 2023 a 2040. “A cidade precisa se estruturar. Para tanto precisa definir Metas prioritárias para as Reduções de Resíduos Orgânicos e de Poluentes Climáticos de Vida Curta, bem como definir critérios para a coleta dos resíduos orgânicos”, conclui.
Texto e foto: Diretoria de Comunicação Institucional da CMC
