Nelson Hossri protocola Projeto de Lei que cria o ‘Programa Censo de Pessoas com TEA - Transtorno do Espectro Autista’
O vereador Nelson Hossri (PSD) protocolou um Projeto de Lei que cria o Programa Censo de Pessoas com TEA - Transtorno do Espectro Autista. O objetivo é identificar, mapear e cadastrar o perfil socioeconômico-cultural das pessoas com TEA e familiares, visando ao direcionamento das políticas públicas de Saúde, Educação, trabalho e lazer desse segmento social.
“Não dá mais para fechar os olhos para o autismo. O poder público pode e deve intervir para oferecer políticas que deem mais qualidade de vida, não só para o autista como para sua família. O censo é um primeiro caminho para isso”, defende Hossri. O vereador também já havia feito um Requerimento de Informação à Prefeitura de Campinas solicitando, entre outras coisas, o número de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, quantas estão em tratamento e que políticas estão sendo desenvolvidas neste sentido.
“Ficou claro pelo que a Prefeitura nos informou que não tem controle sobre a quantidade e outras questões sobre as pessoas com TEA, o que, como se sabe, inviabiliza qualquer aplicação de Políticas Públicas”, diz. Para Hossri, a atuação do município na primeira infância é importante para promover o desenvolvimento ideal e o bem-estar das pessoas com transtorno do espectro autista.
“O monitoramento do desenvolvimento infantil como parte dos cuidados de saúde materno-infantil de rotina é fundamental para a qualidade de vida”, finaliza.
TEA
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou autismo é caracterizado por uma combinação de atributos pautados pelo prejuízo na interação social e na comunicação, verbal e não verbal (gestos, por exemplo), e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades. Usualmente o quadro tem início precoce, antes dos três anos de idade.
Quando diagnosticado precocemente e acompanhado de perto por profissionais especialistas em TEA, por meio de treinamento e informação, o transtorno pode ser revertido a níveis leves ou moderados, dependendo do tempo do diagnóstico e qualidade da abordagem do tratamento.
Texto: gabinete do vereador Nelson Hossri, com informações da Câmara Municipal de Campinas
Foto: Câmara Municipal de Campinas
