Paulo Gaspar protocola Projeto de Lei para obrigar a Prefeitura a divulgar informações sobre imóveis que pertencem ao poder público
O vereador Paulo Gaspar (Novo) protocolou Projeto de Lei, na Câmara Municipal, que torna obrigatória a divulgação de informações sobre todos os imóveis de propriedade do poder público local no site da Prefeitura, A proposta estabelece que deverão ser publicizados o número de imóveis residenciais, comerciais e industriais, de glebas e de lotes urbanizados de propriedade do Município de Campinas; e o tipo de uso do imóvel pelo poder público.
“Também será obrigatória a divulgação da forma de aquisição dos imóveis e do valor pago pelo município de Campinas, bem como a finalidade da aquisição. A cidade possui diversos imóveis de sua propriedade, adquiridos por compras, doações, desapropriações e execuções fiscais, dentre outros. A população tem o direito de saber quantos e quais imóveis existem nessa situação, bem como quanto foi gasto e o atual uso destes imóveis”, enfatiza Gaspar.
O vereador acrescenta: “O levantamento dos dados destes imóveis permitirá ao Executivo aproveitá-los para suas atividades fins ou aliená-los, caso o imóvel não possa ser destinado para o uso de órgãos municipais.”
Governança
Paulo Gaspar também protocolou um outro Projeto de Lei que determina princípios e normas de governança e de gestão a serem observados pelas empresas públicas e sociedades de economia mista, bem como por respectivas subsidiárias, das quais o Município de Campinas é acionista controlador - independentemente da natureza da atividade, do porte e do setor de atuação.
“Para que possam exercer suas funções com os mais elevados padrões técnicos, morais e éticos, os membros da diretoria e dos conselhos de administração, fiscal e deliberativo das entidades abrangidas por esta Lei deverão demonstrar, no momento de sua nomeação, capacidade técnica para integrar tais órgãos colegiados e todo cidadão poderá impugnar a qualquer tempo a nomeação de conselheiro, administrador ou diretor que não possua as condições previstas”, diz Gaspar.
Como a Câmara está em período de Recesso Legislativo, a tramitação do projeto – que ainda deverá passar pelas Comissões Permanentes pertinentes ao tema antes de ir para votação no Plenário – se iniciará 5 de fevereiro, data em que também ocorre a primeira Reunião Ordinária do ano. Para se tornar lei municipal, a proposta tem que ser aprovada em duas votações e, na sequência, sancionada pelo prefeito.
Texto e foto: Câmara Municipal de Campinas
