Câmara sedia debate sobre a atual situação na Palestina na noite de 29 de novembro, Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino
A Câmara Municipal de Campinas irá sediar, às 19 horas desta sexta-feira (29), Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, um debate aberto ao público sobre a atual situação na Palestina. O evento é promovido em conjunto pelo Comitê Campinas de Solidariedade ao Povo Palestino com o apoio dos mandatos dos vereadores Gustavo Petta (PC do B); Paulo Búfalo e Mariana Conti (ambos do PSOL); e da bancada do PT na Câmara (vereadores Cecílio Santos, Guida Calixto e Paolla Miguel). Também suportam o debate diversos movimentos sociais, sindicais e de juventude.
O evento é aberto à população, com entrada pela Avenida da Saudade, 1004, no bairro Ponte Preta. Participarão das discussões o médico intensivista Abdel Latif Hasan, a historiadora da Unifesp Samira Osman e a advogada Jamile Abdel Latif.
O Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino foi criado em 1977, para destacar a luta pela autodeterminação daquela população, na resistência à ocupação violenta contra os povos originários ali existentes. Historicamente essa situação ganhou maior intensidade após a Resolução 181 de 1947 da ONU, que estabeleceu na região a constituição de dois Estados – Palestina e Israel – em um território historicamente pertencente ao povo árabe palestino, constituído por 80% da população.
Em Gaza, antes de outubro de 2023, viviam dois milhões e quatrocentos mil palestinos, o equivalente a duas cidades de Campinas, em sua maioria refugiados expulsos em 1948. A partir daquele mês, Israel passou a atacar sistematicamente a região em retaliação a um ataque desferido pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza, com incursões que mataram mais de mil civis e 350 soldados judeus, além de terem sequestrado mais de 200 pessoas (entre as quais 30 crianças).
Desde então, os ataques de retaliação de Israel – segundo o Escritório Central de Estatísticas Palestino, que utiliza como fonte o Ministério da Saúde da Palestina e a ONU - resultaram em 55 mil mortos (sendo mais de 17 mil destes crianças e mais de 12 mil, mulheres). Também foram mortos 1054 profissionais da Saúde, 203 funcionários da ONU e 188 jornalistas. O número de feridos ultrapassa 110 mil.
A conduta de Israel e do Hamas é condenada pelo Tribunal Penal Internacional e a maioria dos países do mundo defende um cessar fogo e o fim do conflito na região.
Texto e foto: Câmara Municipal de Campinas
