Câmara cria Comissão Especial de Estudos para avaliar e debater a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos
A Câmara Municipal de Campinas aprovou a criação de uma Comissão Especial de Estudos (CEE) para analisar e propor soluções para a gestão dos resíduos sólidos urbanos na cidade.
A iniciativa, proposta pelo vereador Wagner Romão (PT), pretende aprofundar o debate sobre o Plano Municipal de Resíduos e a necessidade de fortalecer a coleta seletiva, ampliar a rede de Ecopontos, investir em campanhas de educação ambiental e apoiar cooperativas de catadores, que muitas vezes trabalham em condições precárias.
Além de Romão, farão parte do colegiado os vereadores Luis Yabiku (Republicanos), Paulo Haddad (PSD), Bene Lima (PL) e Eduardo Magoga (Podemos). A Comissão Especial terá prazo de 180 dias para apresentar sugestões, diretrizes e proposições sobre o tema.
O vereador justifica que Campinas gera diariamente entre 1.200 e 1.300 toneladas de resíduos, dos quais cerca de 900 toneladas vêm da coleta domiciliar. Apesar de a existência de 16 Ecopontos espalhados pelo município, o descarte irregular ainda é um problema grave, especialmente em áreas de proteção ambiental e terrenos baldios.
"A gestão de resíduos é hoje um dos maiores desafios para o poder público, tanto pelos custos elevados quanto pelos impactos sociais e ambientais. Campinas precisa de uma política estratégica e integrada de resíduos sólidos, que articule os aspectos sociais, ambientais e econômicos. A Comissão Especial será fundamental para subsidiar decisões e preparar a cidade para o novo modelo regional de gestão de resíduos”, afirma Wagner Romão.
Atualmente, todo o resíduo da cidade é enviado ao aterro de Paulínia, com custos crescentes para os cofres públicos.
Texto: gabinete do vereador Wagner Romão (PT)
Foto: Câmara Municipal de Campinas
