Médica do Hospital Mário Gatti confirma denúncia contra Vini Oliveira em depoimento na Comissão Processante
A Comissão Processante (CP), instaurada na Câmara Municipal para apurar eventual prática de infrações político-administrativas cometidas pelo vereador Vini Oliveira (Cidadania), ouviu nesta quinta-feira (12) a médica Daiane Copercini, denunciante do episódio envolvendo o parlamentar, e as testemunhas arroladas por ela no processo.
Ela respondeu às perguntas dos integrantes da CP, a presidente Mariana Conti (PSOL), o relator Nelson Hossri (PSD) e o membro Nick Schneider (PL), além de José Pedro Said, advogado da defesa. Vini Oliveira acompanhou presencialmente todas as oitivas do dia.
Daiane confirmou a denúncia, relatando que o vereador, no dia primeiro de janeiro deste ano, por volta das 20h, entrou no Hospital Mário Gatti, onde ela prestava serviços de saúde no plantão médico noturno daquele feriado, realizando filmagens e expondo a conduta de servidores municipais e dos pacientes que estavam no Pronto Socorro.
De acordo com denúncia, o parlamentar desacatou os profissionais durante o exercício das funções nos consultórios médicos e acessou fichas de atendimento, o que, para ela, fere a Lei Geral de Proteção de Dados e Sigilo Médico. Daiane destacou ainda que o vereador ainda publicou o vídeo nas redes sociais.
Prestaram depoimento como testemunha a enfermeira Adriana Leal dos Santos e o médico Raphael Henrique Eloy Silva. Ambos estavam presentes no dia do incidente no Hospital Mário Gatti. Além dele, falou o gestor de tráfego Lucas Andrade Valin Melão, um conhecido de Daiane. A defesa tentou impedir o depoimento de Melão por considerar que o mesmo seria imparcial e suspeito devido aos posicionamentos dele nas redes sociais em relação a Vini Oliveira, mas o pedido foi rejeitado pela Comissão.
“A Comissão Processante foi criada pelo plenário da Câmara a partir de uma denúncia. Nossa função aqui é organizar e cumprir os procedimentos internos para dar ampla lisura ao processo. Hoje fizemos a inquisição da denúncia e no dia 17 vamos ouvir o vereador envolvido e suas testemunhas de defesa”, disse Mariana Conti.
A CP tem 90 dias corridos para concluir o trabalho, contados a partir do dia 5 de maio, quando foi apresentada a notificação ao acusado. O relatório final da Comissão, com eventual pedido de cassação ou absolvição, será apreciado em última instância pelo Plenário. Caso seja proposta a cassação, para que ela ocorra será necessário que pelo menos 2/3 dos 33 vereadores votem favoráveis.
Texto e Foto: Câmara Municipal de Campinas
