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Vini Oliveira depõe na Comissão Processante e alega que fiscalizou demora no atendimento médico no Hospital Mario Gatti

17-06-2025

O vereador Vini Oliveira (Cidadania) prestou depoimento nesta terça-feira (17) na Comissão Processante (CP), instaurada na Câmara Municipal para apurar eventual prática de infrações político-administrativas cometidas pelo parlamentar. Foram ouvidos também dois atuais assessores dele: Rafael Silva do Prado e Henrique Madson Berteli Eloy.

A CP tem como base a denúncia da médica Daiane Copercini, que argumenta que o parlamentar, em primeiro de janeiro deste ano, por volta das 20h, entrou no Hospital Mário Gatti, onde ela prestava serviços de saúde no plantão médico noturno, realizando filmagens e expondo a conduta de servidores municipais e dos pacientes que estavam no Pronto Socorro. Ele publicou a ação nas redes sociais.

Vini Oliveira alegou que naquela noite realizou uma fiscalização na unidade de saúde por conta de denúncias de demora pelo atendimento médico. “A fiscalização é uma prerrogativa do mandato parlamentar. Estava cumprindo minhas funções como vereador, bem como foi uma forma de prestar conta ao eleitorado”, disse. 

O vereador relatou que dezenas de pessoas aguardavam o procedimento médico, e que, por conta disso, procurou a coordenação do plantão. Disse que foi cordial, agiu com respeito com os profissionais de saúde e que não teve a intenção de denegrir a imagem dos médicos e enfermeiros que estavam no Mário Gatti naquele feriado. 

Mariana Conti, a presidente da CP, informou ao final das oitivas que a defesa tem agora um prazo de cinco dias para apresentação das alegações finais ao processo e que Nelson Hossri (PSD) tem até o dia 26 para concluir o relatório final. A CP, formada ainda por Nick Schneider (PL), irá analisar o parecer no dia seguinte, para encaminhar a decisão ao Plenário para apreciação dos demais vereadores.

“A Comissão Processante foi muito bem instruída, de acordo com as normas do decreto lei 201 de 1967 e pelo Código de Processo Penal. Avalio que a fase de inquisição foi importante para ouvir todas as partes do processo dentro do regramento. Agora entramos na reta final e pretendemos finalizar os trabalhos ainda neste mês. Com base na apuração cada integrante da CP terá seu juízo para dar sua posição”, finalizou. 

O relatório final da Comissão, com eventual pedido de cassação ou absolvição, será apreciado em última instância pelo Plenário. Caso seja proposta a cassação, para que ela ocorra será necessário que pelo menos 2/3 dos 33 vereadores votem favoráveis.

 

Texto e Foto: Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 17/06/2025 15h20