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Câmara promove Reunião Solene para conceder Diploma de Mérito Fotográfico; cerimônia faz parte das atividades do 16º Festival Hercule Florence de Fotografia

17-8-2026

A Câmara Municipal de Campinas concede o Diploma de Mérito Fotográfico “Hércules Florence” a vários fotógrafos. A Reunião Solene faz parte das atividades do 16º Festival Hercule Florence de Fotografia, um dos mais importantes eventos de celebração da cultura e da história fotográfica no Brasil.

A iniciativa é dos vereadores Luiz Rossini (Republicanos) Gustavo Petta (PcdoB), Wagner Romão (PT) e a vereadora Fernanda Souto (PSOL). Durante o evento, está marcada a abertura da exposição "Nada Disso Foi Feito Para Durar", da fotógrafa Samara Macêdo, com curadoria de Ricardo Lima, um dos organizadores do festival.

A cerimônia será realizada nesta terça-feira (18), às 19h30, no Plenário José Maria Matosinho, localizado na Avenida Engenheiro Roberto Mange, 66, Ponte Preta, e transmitida ao vivo nos canais da TV Câmara Campinas.


Homenageados

Fábio Fantazzini

Fábio Fantazzini foi professor de fotografia da UniFMU entre os anos de 1983 a 1986 e do Atelier Fábio Fantazzini entre os anos de 1986 a 2020. Fez curadoria e exposição de alunos e fotógrafos de Campinas em diversos locais e museus. Printer de várias exposições para fotógrafos da cidade. Publicou trabalho documental sobre a fábrica de chapéus Cury na revista Camera & Darkroom nos Estados Unidos.

Tem trabalhos catalogados no Museu Artes de Houston, no Texas sobre ofícios. Ministrou diversas oficinas sobre controle da qualidade em processo preto e branco em semanas e encontros de fotografia nacionais e regionais. Possui fotografias em coleções particulares. Tem ainda trabalhos publicados em periódico de Mendoza, Argentina.

Neander Heringer

Neander Heringer é fotógrafo desde 1997, além de cinegrafista e produtor cultural da Associação Nina desde 2009 e tem como principais áreas de atuação: cultura tradicional; teatro e outros eventos artísticos. Dentre as exposições fotográficas realizadas destacam-se: Ver de Perto – Campinas - Um jeito Natural de Olhar a Cidade. 2007 - Griôs e Mestres de Tradição Oral – Um Olhar Aprendiz 2013. Em 2012 entrou para o núcleo do Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada da ECA – USP, sob a orientação do professor Dr. Sergio Bairon.

Em 2013, realizou uma residência artística no Ponto de Cultura COEPI, em Pirenópolis-GO, custeado pela Fundação Nacional das Artes (Funarte) do Ministério da Cultura. Atua como gestor e produtor executivo da Rede Usina Geradora de Cultura desde sua fundação em 2013. Trabalhou na parte de gestão cultural e registro do Centro de Referência Jongueiras e Jongueiros do Sudeste, Jongo Dito Ribeiro; convênio com Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Cultural (Iphan) em 2015.

Daniel von Atzingen

Daniel von Atzingen é um artista visual nascido em São Paulo e residente em Campinas há mais de 15 anos. Formado em Comunicação Social pela PUC-Campinas, atua como fotógrafo profissional, retoucher (retocador de imagens) e impressor fine art em seu estúdio, Especialista Fine Art. Com seu trabalho na especialista, ajusta artistas e instituições locais a produzir exposições e ações culturais fomentando a cena artística da cidade de Campinas.

Sua trajetória artística se inicia com o coletivo Selva SP ao lado de Gabriela Batista, Pedro Ferrarezzi, Gustavo Gomes e Gabriel Cabral produzindo fotografia de rua. Atualmente, explora os limites da linguagem fotográfica por meio de uma abordagem experimental e mais abstrata. Com o uso de câmeras alternativas e metodologias autorais, cria imagens oníricas que buscam desconstruir e revelar camadas invisíveis da realidade, instigando o espectador a questionar aquilo que vê.

Rafaela Azevedo

Nascida em Campinas, Rafaela Azevedo é fotógrafa e artista visual formada em Artes Plásticas pela Unicamp. Sua trajetória na fotografia teve início ainda na universidade, durante um curso realizado no laboratório de Multimeios, onde descobriu na imagem fotográfica uma forma de linguagem e expressão artística.

Na mesma época, aprofundou seus estudos em fotografia analógica e laboratório preto e branco, dedicando-se à revelação de filmes e ampliação fotográfica ao lado do fotógrafo Fabio Fantazzini. Posteriormente, atuou durante quatro anos na Unip-Campinas como técnica responsável pelo laboratório de fotografia preto e branco e pelo estúdio fotográfico, acompanhando alunos dos cursos de Publicidade e Propaganda e Propaganda e Marketing ao lado dos professores Ivan Bismara e Andre Young.

Maria Alice Rosa Ribeiro

Natural de Porto Alegre, veio para Campinas, após concluir a graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ingressou na primeira turma do Programa de Pós-graduação em História de 1976, onde recebeu o diploma de Mestre em História. Cursou o programa de doutorado em Economia na mesma instituição, obtendo o título de Doutora em Ciências Econômicas, área de concentração História Econômica, em 1991. Lecionou no Departamento de Economia da Unesp, no campus de Araraquara, onde se aposentou.

Autora de artigos e livros, em 1994 ganhou o prêmio Jabuti em Ciências Humanas pelo livro “História sem fim – Um inventário da saúde pública”. Atualmente é pesquisadora colaboradora do Centro de Memória da Unicamp onde desenvolve pesquisas sobre: Riqueza e Escravidão em Campinas (1793-1888); Hipotecas com garantias de escravizados, Campinas 1864-1894; História da Saúde Pública em São Paulo, 1880-1930; História da Industrialização, 1870-1930; Manufaturas e Comércio Interno. Brasil, 1800-1830; Epidemias e Pandemias do século 20 e 21. Compõem sua área de pesquisa, os estudos sobre personagens e famílias campineiras que exerceram poder econômico, político e cultural no município. Dentro da composição de suas pesquisas sobre a história de Campinas destaca-se o estudo a “Fazenda Soledade e Hercules Florence”, que mostra Florence como uma pessoa vivendo o cotidiano na vila de São Carlos, em 1797; e na cidade de Campinas, em 1842. A atuação de Hercule Florence não se restringiu a participar da Expedição Langsdorff, nem a inventor da fotografia e a criador do termo photographie, foi além. O estudo da homenageada explora um lado pouco conhecido de Hercules Florence e a sua vivência em Campinas.

Iara Cecília Pimentel Rolim

Fotógrafa, professora e pesquisadora de destacada trajetória, com expressiva atuação nos campos da educação, das artes e da fotografia contemporânea. Graduada e Mestra em Antropologia pela Unicamp, consolidou sua excelência acadêmica com o título de Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), período no qual realizou estágio doutoral na renomada École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), em Paris.

Ao longo de sua carreira, dedicou anos à docência no ensino superior, contribuindo para a formação de novas gerações em diversas faculdades e atuando também como professora colaboradora na Unicamp. Dedicada à investigação da fotografia como linguagem, memória e expressão artística, atualmente desenvolve seu segundo pós-doutorado no Centro de Memória da Unicamp (CMU).

Márcia Piccin

Márcia Piccin, nascida em Limeira, no ano de 1964, é graduada em Odontologia pela Universidade Estadual de Campinas em 1985. Desde 1992, participa do Núcleo de Fotografia de Campinas (NUFCA) e realiza ensaios fotográficos. Participou de algumas exposições fotográficas coletivas, entre elas, “Luz e Sombra” em 1993, mostras no Instituto Cultural Itaú, em 1993 e 1994, “Feminessencia” em 1994, “Máquinas” em 1995, “Terra” em 1996, “O preto o branco e as cores” em 1997, “Exterior” em 1997, “Além mar em 1999, “Diários de viagem” em 2008. Também participou de mostras individuais, entre elas “Paris em preto e branco” promovido pela Aliança Francesa em 2008, no Centro de Convivência Cultural de Campinas, e “Pelas ruas de Havana” na PUC-Campinas, em 2012.

Foi selecionada no edital do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas, em 2024, com o projeto: “Campinas de ontem e de hoje, sua evolução arquitetônica e suas histórias “, a ser realizada em 2026. Participou da exposição: “Imagens Possíveis” promovida pelo Núcleo de Fotografia de Campinas, em 2026. Foi selecionada na convocatória da Exposição “Amazônia” realizada em Barcelona, Espanha, em 2025, e “Mare”, em Trieste, Itália, em 2026, ambas promovidas pelo Festival de Fotografia de São Paulo e participou da Exposição coletiva: “Analógicas”, Ateliê Fábio Fantazzini, na Galeria Foto Ponto, em 2026.

Sylvia Helena Furegatti

Sylvia Helena Furegatti, artista visual, professora, curadora e docente, com produção artística e intelectual que utiliza a fotografia como suporte e fonte primordial de trabalho. É uma das curadoras do Festival Hercule Florence de Fotografia e uma das principais articuladoras da valorização do legado do inventor Hercule Florence no ambiente acadêmico e institucional. É uma das maiores entusiastas e incentivadoras da trajetória de Hércules Florence, promovendo ativamente o reconhecimento de seu legado como inventor da fotografia no Brasil, tanto dentro da Unicamp quanto em esferas acadêmicas nacionais e internacionais.

Atualmente está à frente da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEEC) e como ex-diretora do Museu de Artes Visuais (MAV-Unicamp), Sylvia Helena Furegatti tem sido uma peça-chave na viabilização de projetos que colocam a fotografia como eixo central do diálogo entre a universidade e a sociedade, garantindo que a memória fotográfica de Campinas e a história de Florence permaneçam vivas e em constante renovação.


Texto e Fotos: Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 17/08/2026 14h20