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Moção de Rodrigo Farmadic apela ao governo de São Paulo para que profissionais da educação da rede estadual possam realizar suas refeições nas unidades escolares

14-9-2026

O vereador Rodrigo Farmadic (União) protocolou, na Câmara Municipal de Campinas uma Moção de Apelo ao Tarcísio Gomes de Freitas, governador do Estado de São Paulo, para que sejam realizados estudos visando a possibilidade dos professores e demais profissionais da educação da rede estadual possam realizar suas refeições nas unidades escolares, mediante critérios e regulamentação próprios, sem prejuízo da alimentação destinada aos alunos.

O vereador argumenta que os professores exercem papel fundamental na formação educacional e social de crianças, adolescentes e jovens, desempenhando diariamente uma atividade de extrema relevância para o desenvolvimento da sociedade, além de trabalharem em duas ou até três unidades escolares no mesmo dia, deslocando-se entre diferentes escolas
para cumprir suas jornadas de trabalho.

“Em razão da rotina intensa, dos deslocamentos e dos horários reduzidos entre uma jornada e outra, existem profissionais que acabam tendo dificuldades para realizar uma alimentação adequada durante o período de trabalho, muitas vezes tendo de recorrer a refeições rápidas ou até mesmo permanecer longos períodos sem se alimentar”, justifica o vereador.

De acordo com o documento, a alimentação adequada constitui importante fator para a saúde, o bem-estar, a disposição e o desempenho profissional, sendo razoável que sejam buscadas alternativas que contribuam para melhores condições de trabalho aos profissionais
responsáveis pela educação dos estudantes. Além de que, em determinadas unidades escolares, podem ocorrer situações em que haja sobra de alimentos preparados, podendo ser uma alternativa para reduzir desperdícios.

Para o parlamentar, a proposta não pretende retirar, reduzir ou substituir qualquer parcela da alimentação destinada aos alunos, mas, propõe que sejam estudadas alternativas responsáveis para situações de disponibilidade de alimentos, respeitando-se critérios de quantidade, segurança alimentar, normas sanitárias e a prioridade dos estudantes.


Texto e Foto: Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 14/09/2026 15h43