Rua Visconde do Rio Branco (antiga Rua São João)
José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, nasceu na cidade de Salvador-BA em 16 de março de 1819, era filho de Agostinho da Silva Paranhos e Josefa Emerenciana Barreiro Paranhos e patrono da cadeira nº 40 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Eduardo Prado.
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Frequentou, na juventude, a Escola Naval e a Escola Militar, diplomando-se em ciências matemáticas. Na última lecionou como professor substituto e catedrático quando da organização da Escola Central, denominada posteriormente Escola Politécnica. Colaborou na imprensa política e literária de seu tempo, nos jornais O Novo Tempo, Correio Mercantil, Jornal do Comércio e O Maribondo. Teve grande atuação na política e na diplomacia, exercendo as funções de secretário na missão especial no Rio da Prata, e depois, ministro residente, chefe de legação e enviado especial em missões nas repúblicas da Argentina, do Uruguai e Paraguai. Na política interna do Império foi deputado provincial pelo Rio de Janeiro, deputado geral em várias legislaturas, presidente de Província, ministro dos Negócios Estrangeiros, da Marinha, da Guerra e da Fazenda. Foi Presidente do Conselho de Ministros de 1871 a 1875 em que lhe coube sancionar a Lei do Ventre Livre, em 1871 e enfrentar a disputa entre a Igreja e a Macçonaria nos anos de 1873 e 1874, na ocasião já era senador pela província de Mato Grosso. Foi responsável organizar o Governo Provisório do Paraguai, após a conclusão da guerra, em 1870. Presidiu várias sociedades e academias, inclusive a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional - onde fora fundado, em 1838, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no qual ingressaria em 29 de outubro de 1847 como sócio correspondente. |
O Visconde do Rio Branco, por força das funções diversas que exerceu, deixou alguns escritos de significativo valor documental, a começar pelas famosas Cartas ao Amigo Ausente, publicadas em folhetim pelo Jornal do Comércio; Projeto de Código Criminal Militar, em colaboração com o Dr. Tomás Alves Júnior e o coronel Antônio Pedro Alencastro; A Convenção de 20 de fevereiro demonstrada à luz dos debates do Senado e dos sucessos de Uruguaiana (1865); O Tratado de 27 de março de 1867.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 1º de novembro de 1880.
Em sua homenagem, a antiga Rua São João foi rebatizada o nome de Rua Visconde do Rio Branco em 4 de setembro de 1882.
Referências:
https://www.academia.org.br/academicos/visconde-do-rio-branco/biografia
https://mapa.an.gov.br/index.php/component/content/article?id=645

