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Rua General Osório (antiga Rua das Casinhas)

Manoel Luís Osório nasceu em 10 de maio de 1808, em Conceição do Arroio, hoje município de Osório, no Rio Grande do Sul e faleceu em 04 de outubro de 1879, no Rio de Janeiro.

Era filho de Manoel Luís da Silva Borges e de Ana Joaquina Luísa Osório. Foi casado com Francisca Fagundes de Oliveira com quem teve quatro filhos.

Seu pai era coronel das milícias e pequeno produtor rural. Manoel Luís cresceu em um ambiente rústico do interior do Rio Grande do Sul, em contato direto com os peões e habituado a conversas pitorescas do dia-a-dia masculino. Essa experiência iria lhe permitir, anos mais tarde, a falar de igual para igual com os seus soldados.

Osório aprendeu a ler e escrever sem frequentar regularmente uma escola. Na adolescência, sob influência de seu pai, aos 15 anos de idade se alistou voluntariamente na Cavalaria da Legião de São Paulo e acompanhou o seu pai na luta contra as tropas portuguesas do brigadeiro D. Álvaro da Costa, durante a Guerra da Independência do Brasil (1822-1823).

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General Manuel Luís Osório

Em 1824, se inscreveu na Escola Militar do Rio de Janeiro para seguir os seus estudos na área. Devido à conflagração da Guerra Cisplatina, precisou interromper os estudos e, durante o conflito, teve atuação destacada na “Batalha de Sarandi”, sendo o único sobrevente do seu esquadrão e tendo salvo a vida do seu comandante que, em agradecimento, lhe deixou sua lança. Na “Batalha do Passo Fundo do Rosário”, em 1827, o único corpo de tropa que passou ilesa foi o seu batalhão. Ao final da batalha, Osório foi promovido a tenente e participou das conversações de paz com a desanexação da Cisplatina e o reconhecimento da independência do Uruguai.

Passado esse conflito, Osório fixou residência em Rio Pardo/RS, e por essa época filiou-se ao Partido Liberal, o qual, em sua origem, defendia descentralização do poder e maior participação dos cidadãos no processo político.

Com o advento da Revolução Farroupilha, em 1835, Osório se aliou à causa dos farrapos, combatendo ao lado deles até 1836. Quando o movimento assumiu uma posição separatista, Osório mudou de lado, passando a defender as forças da coroa brasileira até o final do conflito em 1845. Por essa época, Osório já ocupava o posto de tenente-coronel e era comandante da 2º Regimento de Cavalaria Ligeira.

Em 1846, Osório foi eleito deputado provincial na Assembleia Legislativa gaúcha.

Na chamada “Guerra contra Oribe e Rosas”, em 1851, em que as forças brasileiras investiram contra batalhões uruguaios (do presidente Manuel Oribe) e argentinos (do presidente Juan Manuel Rosas), na disputa pela hegemonia de navegação do Rio do Prata, Osório teve grande protagonismo em várias enfrentamentos, em especial na vitória conquistada na “Batalha de Monte Caseros”, que resultou na sua promoção ao posto de coronel em pleno campo de batalha.

Durante a Guerra do Paraguai as ações de Osório foram de extrema importância para vitória da Tríplice Aliança. Já no posto de marechal de campo, liderou as tropas imperiais que invadiram o Paraguai e venceu, em 1866, a batalha de Tuiuti, considerada a maior de toda a guerra. Na batalha de Avaí, foi ferido no rosto por um inimigo de tocaia, chegando a fraturar o maxilar esquerdo. Mesmo assim, manteve-se na luta, encorajando suas tropas.

No final da década de 1860, já general, liderou a organização do Partido Liberal gaúcho. Em 1869, recebeu o título de Marquês de Herval. Em 1877, foi nomeado Senador do Império pela Princesa Isabel para representar a província do Rio Grande do Sul. Nessa mesma época, recebeu a patente de marechal do exército graduado.

Com a ascensão do Partido Liberal ao poder, foi nomeado Ministro da Guerra, em 1878. Pouco tempo depois de assumir como ministro, Osório contraiu pneumonia e veio a falecer em 04 de outubro de 1879, no Rio de Janeiro. Somente em 1993, seus restos mortais foram trazido para um jazigo nas proximidades da casa onde nasceu no interior do parque histórico da cidade de Osório.

Em 27 de abril de 1870, o vereador Antônio Dias Novais, uma semana após as festas comemorativas do término da Guerra do Paraguai, em sinal de gratidão e reconhecimento ao Marquês de Herval, propôs que a Rua das Casinhas fosse denominada Rua General Osório.

Referências:

BRIGOLINI, Vinícius. Manuel Luís Osório: conheça o patrono da cavalaria do Exército Brasileiro.

Disponível em: https://militares.estrategia.com/portal/mundo-militar/forcas-armadas/manuel-luis-osorio-o-patrono-da-cavalaria-do-exercito-brasileiro/

Acesso em: 21 nov. 2024

CÂMARA MUNICIPAL DE PASSO FUNDO. História: General Osório foi um importante líder em momentos históricos

Disponível em: https://www.camarapf.rs.gov.br/noticia/5518/historia

Acesso em: 21 nov. 2024

COMPANHIA DAS LETRAS. Trecho do livro “General Osório”.

Disponível em:

https://www.companhiadasletras.com.br/trecho/9788535912005?srsltid=AfmBOoqjgvnnnUUYisdXJ2fQORuyrnjmPdLWY2ZwwRH2eS3KQ6LoYhG2

Acesso em: 21 nov. 2024

GOULART, Edmo. Campinas: ruas da época imperial. Campinas: Maranata, 1983.