Praça José Bonifácio (Antigo Largo da Catedral)
José Bonifácio de Andrada e Silva nasceu em 13 de junho de 1763, em Santos/SP e faleceu em 06 de abril de 1838, em Niterói/RJ.
Era filho do coronel Bonifácio José Ribeiro de Andrada e de Maria Barbara da Silva. Foi casado com Narcisa Emília O’Leary, de origem irlandesa.
José Bonifácio fez seus primeiros estudos em casa. Em São Paulo, sob a supervisão do bispo da cidade, Manuel da Ressurreição, aprendeu filosofia, retórica, latim e francês.
Com vinte anos de idade, José Bonifácio viajou a Portugal e ingressou na Universidade de Coimbra. Em 1787, formou-se em Filosofia e em Leis em 1788. Estudou jurisprudência, ciências naturais e físicas e especializou-se em mineralogia.
Em 1790, José Bonifácio foi indicado por Dona Maria I para realizar uma viagem científica pela Europa, com o objetivo de estudar e recolher informações sobre química, mineralogia, geologia e metalurgia.
Após mais de 10 anos excursionando pela Europa, regressou a Portugal, em 1801, ocupando o lugar de professor de metalurgia da Universidade de Coimbra.
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Quando da invasão napoleônica em 1807, José Bonifácio alistou-se no Corpo Voluntário Acadêmico, assumindo o posto de major e depois de tenente-coronel do batalhão. Com a expulsão dos franceses, assumiu a Intendência da Polícia do Porto e trabalhou energicamente para o restabelecimento da ordem. José Bonifácio retornou ao Brasil em 1819 e foi convidado por D. João VI para reitor do Instituto Acadêmico, cargo que não aceitou, preferindo realizar diversas viagens científicas pelo país. Aos poucos, José Bonifácio passou a ser envolvido pela política local e, em 1821, tornou-se vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo. Foi também o redator do manifesto em que o povo solicitava a Dom Pedro I a não obediência às ordens da coroa portuguesa. Colaborou de maneira muito próxima com o príncipe regente no processo político que conduziu à sua recusa em voltar para Portugal e à proclamação da independência. Após a independência, assumiu como Ministro das Relações Exteriores e, em razão de divergências com Dom Pedro I, deixou o cargo em julho de 1823. O povo fez com que Dom Pedro o readmitisse. Deixando novamente o ministério, José Bonifácio decidiu ocupar o seu lugar na recém formada Assembleia Constituinte, onde exerceu o papel de oposição do governo de Dom Pedro. Com a dissolução da Assembleia em novembro de 1823, muitos opositores foram presos e deportados, entre eles, José Bonifácio que exilou-se na França por 05 anos e oito meses, retornando ao Brasil em 1829. |
Em 1831, Dom Pedro I resolveu abdicar o trono em favor do seu primogênito e nomeou José Bonifácio como tutor de seu filho. Dois anos depois, Bonifácio foi afastado da tutela de Dom Pedro II pelo Senado, sendo preso como subversivo e colocado em prisão domiciliar na Ilha de Paquetá. Em 1835, foi absolvido das acusações.
José Bonifácio transferiu sua residência para Niterói, onde viveu até o dia do seu falecimento em 06 de abril de 1838. Seus restos mortais estão em sua cidade natal, Santos.
Campinas prestou homenagem ao Patriarca da Independência, conforme Ata da Sessão de 31 de janeiro de 1887, ao denominar Praça José Bonifácio, ao local que antes foi conhecido como Praça do Passeio, pátio da Matriz Nova e também como Largo da Catedral.
Referências:
CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP – CMU. Logradouros de Campinas: Avenida José Bonifácio
Disponível em:
Acesso em: 10 fev. 2025
CIÊNCIA EM PORTUGAL. Personagens e episódios: José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838)
Disponível em: http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p18.html
Acesso em: 10 fev. 2025
GOULART, Edmo. Campinas: ruas da época imperial. Campinas: Maranata, 1983.

