Largo Ruy Barbosa (antigo Largo do Teatro)
Rui Barbosa nasceu na freguesia da Sé, município de Salvador/BA, em 05 de novembro de 1849 e faleceu em Petrópolis, em 1º de março de 1923.
Era filho de João José Barbosa de Oliveira, médico, deputado provincial e diretor da Instrução Pública da Bahia e de Maria Adélia Barbosa de Oliveira. Casou-se com Maria Augusta Viana Bandeira, em 23 de novembro de 1876, com quem teve 05 filhos.
Começou na escola aos cinco anos de idade e em pouco tempo já sabia ler e conjugar verbos. Em casa recebia aulas de piano e oratória. Seu pai o obrigava a ler os clássicos portugueses e com 10 anos de idade Rui Barbosa já recitava Camões.
Em 1861, Rui Barbosa ingressou no Colégio Baiano e teve como seu colega Antonio de Castro Alves. Finalizou o curso de humanidades em primeiro lugar, em 1864, ocasião em que foi contemplado com a medalha de ouro.
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Matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1866 e participou da Associação Acadêmica Abolicionista. Entrou em conflito com um professor o que contribuiu para que transferisse o seu curso para a Faculdade de Direito de São Paulo em 1868. Rui Barbosa participou intensamente das atividades políticas e culturais, próprias da vida acadêmica sentindo-se atraído pelas ideias liberais que propunham a eleição direta, a abolição, o ensino livre e o federalismo. Participou da fundação do Clube Radical e propôs a criação de um jornal, o Radical Paulistano, que seria encarregado de veicular essas ideias. Em 1870, formou-se e voltou para a Bahia onde inscreveu-se no Partido Liberal, ao lado de seu pai. Além de trabalhar em um escritório de advocacia particular dedicou-se ao jornalismo escrevendo para o Diário da Bahia. Foi nomeado redator-chefe do jornal em 1872. Alguns meses depois da morte de seu pai, em 1874, o sucedeu como secretário da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, nomeado a pedido de Manuel Pinto de Sousa Dantas, chefe de uma das facções liberais do estado. |
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Foi eleito para a Assembleia Provincial em 1877 e no ano seguinte elegeu-se Deputado-Geral da Assembleia da Corte, o que o fez se mudar para o Rio de Janeiro.
Rui Barbosa atuou em projetos que promovessem mudanças para a educação brasileira como o ensino gratuito, obrigatório e laico que permitisse aos brasileiros estudarem desde a infância até a universidade.
Reelegeu-se para as legislaturas de 1882 e de 1885. Foi derrotado na eleição de 1886 por defender ideias abolicionistas. Voltou aos jornais em 1889, como redator-chefe do Diário de Notícias. Sua defesa insistente pelo sistema federalista o fez se afastar do Patido Liberal e a recusar a participar do gabinete do liberal Visconde de Ouro Preto, em 1889.
Em 10 de novembro de 1889, Rui Barbosa participou da reunião que convenceu o Marechal Deodoro da Fonseca a apoiar o levante contra a monarquia. Com a instalação do regime republicano, Rui Barbosa foi convidado a assumir a pasta da Fazenda e da Justiça, funções que ele aceitou.
Exerceu papel decisivo na elaboração da primeira Constituição republicana, escrita por uma comissão de cinco pessoas, sendo ele responsável pela revisão final do texto.
Nos quatorze meses em que ficou na pasta da Fazenda tentou tornar a política de emissão e de créditos, iniciada pelo Visconde de Ouro Preto para socorrer parte da agricultura atingida pela abolição da escravidão, em uma política de apoio e incentivo à indústria e de crédito a novos investimentos. A corrida especulativa desenfreada, o aumento significativo da dívida pública e um processo inflacionário resultaram no fracasso das medidas. Essa crise econômica ficou conhecida como Encilhamento.
Rui Barbosa assumiu a direção do Jornal do Brasil em 1893, onde combatia o governo de Floriano Peixoto. Em setembro desse mesmo ano eclodiu a Revolta da Armada. Rui Barbosa foi acusado de ser um dos mentores do movimento e viu-se obrigado a exilar-se na Inglaterra.
Em meados de 1895, decidiu voltar ao Brasil e no Rio de Janeiro retomou seu lugar no Senado em 24 de agosto de 1895.
No governo de Afonso Pena, em 1907, Rui Barbosa representou o Brasil na Conferência de Haia, que reunia as grandes personalidades da diplomacia mundial. Seus discursos conquistaram o respeito das nações. Ao voltar ao Brasil, já conhecido como “Águia de Haia”, recebeu do Presidente da República uma medalha de ouro.
Rui Barbosa candidatou-se à Presidência da República em 1910 e em 1919, sendo derrotado em ambas ocasiões.
Em 1921, foi mais uma vez reeleito senador. Nesse mesmo ano escreveu o seu texto mais reeditado: “Oração aos moços”, dirigido aos bacharelandos da Faculdade de Direito de São Paulo.
Faleceu em 1º de março de 1923, em Petrópolis para onde foi se convalescer de uma pneumonia. Está sepultado em Salvador, na galeria subterrânea do Palácio da Justiça.
Campinas presta homenagem a esse grande político e jurista brasileiro dando o nome de Ruy Barbosa ao antigo Largo do Teatro, conforme a Resolução nº 612, de 21 de dezembro de 1920.
Referências:
ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO DO TRABALHO. Biografia de Rui Barbosa.
Disponível em: https://andt.org.br/academicos/ruy-barbosa-de-oliveira/
Acesso em: 26 de jun. 2025
ATRICON – ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DOS TRIBUNAIS DE CONTAS DO BRASIL. Ruy Barbosa: um fundador do Brasil moderno e republicano.
Disponível em: https://atricon.org.br/ruy-barbosa-um-fundador-do-brasil-moderno-e-republicano/
Acesso em: 26 de jun. 2025
BRASIL ESCOLA. Rui Barbosa
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/rui-barbosa.htm
Acesso em: 26 de jun. 2025
FGV CPDOC. Barbosa, Rui * dep. geral BA 1878 – 1885
Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/BARBOSA,%20Rui.pdf
Acesso em: 26 de jun. 2025

