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Rua Tasso Magalhães

Tasso Magalhães nasceu em Campinas, no dia 18 de outubro de 1887 e faleceu na mesma cidade em 17 de agosto de 1968.

Era filho de Pedro Magalhães e Guiomar Magalhães. Foi casado com Alzira Gama Magalhães, com quem teve três filhos. Casou-se pela segunda vez com Maria de Almeida Magalhães, não tendo filhos dessa união.

Começou os seus estudos no Grupo Escolar, situado na antiga Rua São Carlos, atual Avenida Moraes Salles. Em 1902, ingressou no curso secundário do Ginásio de Campinas.

TM
Tasso Magalhães

 

Em 1906, Tasso Magalhães iniciou sua carreira no jornalismo, trabalhando como repórter policial e revisor do jornal “Correio de Campinas” Dois anos mais tarde, mudou-se para Botucatu onde foi correspondente do “Comércio de Campinas”, jornal de Henrique de Barcelos

Tasso Magalhães mudou-se para Jaú, em 1911, onde formou família e trabalhava como negociante. Nessa cidade, fundou em sociedade com o Mateus Chaves Neto, o “Jaú Moderno”.

De volta a Campinas, em 1913, trabalhou no funcionalismo público como escriturário da repartição de obras.

Em 1917, começou a trabalhar como redator secretário no jornal que seu amigo, Álvaro Ribeiro, havia fundado em 1912, o “Diário do Povo”, ali permanecendo até 1924. Nesse ano, o movimento conhecido como tenentismo, ou seja, a revolta dos jovens oficiais do Exército, os tenentes, descontentes com a maneira como o País estava institucionalmente organizado, materializou-se na Revolta Paulista de 1924 ou a Revolução de Isidoro Dias Lopes, como também ficou conhecida.

Em 09 de julho de 1924, as tropas rebeldes ocuparam o Palácio dos Campos Elíseos, em São Paulo, sede do governo paulista. O governador Carlos de Campos, já havia abandonado o palácio. Instalou-se um governo revolucionário, sob as ordens do General Isidoro Dias Lopes.

Álvaro Ribeiro foi nomeado pelas forças revolucionárias para administrar Campinas e coube a Tasso Magalhães secretariar o governo municipal. Após 23 dias de intensos combates entre os rebeldes e o exército legalista do Presidente Arthur Bernades, a Revolta Paulista de 1924 foi derrotada. Tasso de Magalhães e Álvaro Ribeiro, processados como revolucionários, tiveram que se exilar em Portugal, para não serem presos.

De volta ao Brasil, Álvaro Ribeiro lançou em 04 de setembro de 1927 a primeira edição do mais novo jornal de Campinas, o “Correio Popular”. Seu amigo Tasso Magalhães respondia pela organização da redação, permanecendo no jornal até 1932.

Em 1933, Tasso Magalhães fundou o “Jornal de Hoje”, cuja redação e oficinas se instalaram na Rua Francisco Glicério, no prédio nº 1238.

As dificuldades financeiras para manter funcionando o novo jornal, fizeram com que Tasso Magalhães o vendesse para Saulo Amaral Santos, em julho de 1934.

Fundou ainda o semanário “Folha do Comércio” e aposentou-se em 1947, quando era diretor da sucursal da “Gazeta” de São Paulo, na cidade de Campinas.

Concorreu a cargo público, elegendo-se vereador na legislatura de 1948 a 1951. Foi subprefeito do Distrito de Sousas em três gestões.

Como justa homenagem, duas ruas de Campinas passaram a ser denominadas Rua Tasso Magalhães: a Rua 2 do Loteamento Jardim Sorirama, no Distrito de Sousas e a Rua 1 do Jardim Madalena.

Decreto nº 3.281, de 18 de outubro de 1968

Decreto nº 3.707, de 15 de outubro de 1970

Referências:

CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP – CMU. Logradouros de Campinas: Rua Tasso Magalhães.

Disponível em:

https://atom.cmu.unicamp.br/uploads/r/centro-de-memoria-unicamp/c/3/8/c383ca73bf4132bd9591e9c89afa3842e2362ee923891d841ea489b561359d95/b6effacd-fcd9-450d-81b5-50e15ff1f51a-ANPV_01_04623.pdf

Aceeso em: 14 jul. 2025

MARIANO, Julio . História da imprensa em Campinas. Campinas: s/e, 1972.