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Avenida Marechal Carmona

António Óscar de Fragoso Carmona nasceu em 24 de novembro de 1869 em Lisboa, Portugal e faleceu em 18 de abril de 1951, na mesma cidade.

Era filho do General Inácio Maria Machado de Morais Carmona e D. Maria Inês de Fragoso Corte-Real.

Iniciou seus estudos em Chaves, onde passou boa parte da sua infância ao lado da mãe, das irmãs e do avô paterno.

Aos 13 anos de idade mudou-se para Lisboa, onde os estudos secundários foram feitos no Real Colégio Militar. Ingressou na Escola do Exército onde completou o curso de cavalaria aos 23 anos de idade, sendo promovido a alferes e indo prestar serviços na guarnição de Chaves.

Quando prestou o serviço militar em Chaves, veio a conhecer a sua futura esposa, Maria do Carmo Ferreira, filha de dois proprietários de uma estalagem na mesma cidade. A diferença social entre as duas família não foi impeditivo para que o romance se estabelecesse. Aos vinte anos de idade, Maria do Carmo, contrariando os costumes e a moral da época, mudou-se para Lisboa para viver com o seu amor. A união só viria a ser oficializada em 1914, quando o casal já tinha 03 filhos: Cesaltina, António e Maria Inês.

MC
Marechal Carmona

Em 1908, Carmona testemunhou a queda da monarquia em Portugal, após o assassinato do rei Dom Carlos I e do príncipe herdeiro Dom Luis Felipe de Bragança, mortos por membros do movimento republicano. Sem se envolver, Carmona assistiu os primeiros e conturbados anos da república.

Óscar Carmona teve uma rápida progressão na carreira militar, sendo promovido a Major em 1910, a Coronel em 1919 e a General em 1922.

Sempre exercendo cargos militares e alheio à política foi escolhido para Promotor de Justiça no tribunal que julgou os culpados pelos morticínios políticos de 19 de outubro de 1921. Sua atuação chamou a atenção do governo de Ginestal Machado que o chamou para assumir a pasta da Guerra.

Com os políticos republicanos sem capacidade para resolver os problemas do país, os militares preparam um golpe criando o movimento que iria derrubar a República. Em abril de 1925, houve uma tentativa fracassada de golpe militar. Novamente, Carmona foi escolhido para erguer a acusação dos vencidos perante o tribunal criado. Colocou-se surpreendentemente ao lado dos conspiradores acusados contra o sistema, atitude que revelou as suas tendências políticas mais íntimas e lhe conferiu pública notoriedade.

Em 1926, se tornaria uma figura importante da conspiração política e militar que desembocaria no golpe de 28 de maio. A partir daí, iniciaria a sua verdadeira carreira política.

Com a vitória do golpe militar e o fim da Primeira República, iniciou-se uma disputa interna pelo poder, culminando na queda do General Gomes da Costa. Óscar Carmona assumiu então a Presidência da República, sendo confirmado no cargo pelo processo eleitoral de 1928.

Com a Constituição de 1933 ampliando o mandato da presidência para 07 anos, Carmona se perpetuou no poder ao vencer sucessivamente, com nenhuma ou quase nenhuma concorrência, os pleitos de 1935, 1942 e 1949.

Nos primeiros anos como presidente, Carmona nomeou para a pasta das Finanças, António de Oliveira Salazar, com quem compartilhou o governo de Portugal, constituindo um duunvirato.

Salazar acumulava bons resultados à frente da Pasta das Finanças o que lhe permitiu, a partir de 1930, liderar a corrente política corporativa e autoritária e a alcançar a chefia do Governo em 1932. No ano seguinte, em 1933, propôs com êxito a instauração constitucional do Estado Novo, regime político que vigoraria até 1974, caracterizado, entre outros aspectos, pela censura aos meios de comunicação e por uma economia tutelada por cartéis constituídos à sombra do Governo.

Em 1949, Carmona, aos 79 anos de idade, concorreu ao seu quarto mandato presidencial. Pela primeira vez, enfrentou um adversário, o General José Norton de Matos. Porém, Salazar efetuou tamanha perseguição a Matos, que este desistiu da disputa, concedendo a Carmona mais um mandato.

Carmona faleceu dois anos depois, em 18 de abril de 1951, após permanecer 24 anos como Presidente de Portugal.

Lei nº 857, de 6 de março de 1953.

Referências:

CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP – CMU. Logradouros de Campinas: Avenida Marechal Carmona.

Disponível em: https://atom.cmu.unicamp.br/uploads/r/null/8/b/6/8b62bb68329d18a0c5a3508845c6f23ce3586d1572229afb25a21bbb2aac9651/272a5616-07dd-46ef-8f99-c5e5a7f83430-ANPV_01_01133.pdf

Acesso em: 8 set. 2025

COSTA, Margarida dos Santos. Marechal Óscar Carmona: antigo Presidente da República Portuguesa.

Disponível em: https://aph.pt/wp-content/uploads/Marechal-%C3%93scar-Carmona.pdf

Acesso em: 8 set. 2025

FARINHA, Luís. Óscar Carmona e o golpe militar de 9 de julho de 1926.

Disponível em: https://www.esquerda.net/artigo/oscar-carmona-e-o-golpe-militar-de-9-de-julho-de-1926/75576

Acesso em: 8 set. 2025

INFOPÉDIA. Óscar Carmona.

Disponível em: https://www.infopedia.pt/artigos/$oscar-carmona

Acesso em: 8 set. 2025