Rua Laudelina de Campos Mello
Nasceu em Poços de Caldas em 12 de outubro de 1904, neta de escravos e filha de Marcos Aurélio de Campos Mello e Maria Maurícia de Campos Mello, negros alforriados pela Lei do Ventre Livre de 1871.
Aos 12 anos perdeu o pai, que era lenhador, atingido por um tronco onde trabalhava, o que levou Laudelina a abandonar os estudos para cuidar dos irmãos menores para que a mãe pudesse trabalhar num hotel, também ajudava a mãe a fazer doces para vender.
|
Com 20 anos muda-se para Santos para trabalhar de doméstica, onde casou-se e teve um filho. Em Santos passou a integrar um grupo chamado Frente Negra que lutava contra a discriminação racial e em 1936 cria a Associação das Empregadas Domésticas de Santos. Durante o governo Vargas as organizações foram proibidas, assim que puderam, retornaram as atividades com Laudelina como presidente da associação. Em 1953 muda-se para Campinas para trabalhar de doméstica, vendo que muitos anúncios de vagas pediam empregadas brancas, vai até o jornal Correio Popular manifestar contra o critério racial nos anúncios. Em 18 de maio de 1961 funda a Associação Profissional Beneficiênte das Empregadas Domésticas de Campinas, cerca de 1200 trabalhadoras domésticas compareceram. Em 1968 adoeceu durante o processo de sucessão da entidade, o qual levou a dissolução da entidade. Retomou a direção da entidade em 1982, procurada por suas antigas companheiras. Em 1988 a associação transformou-se no Sindicato das Empregadas Domésticas e continuou a lutar em favor do direito das empregadas domésticas. |
Morreu em 23 de maio de 1991, deixando a sua casa de herança como sede do sindicato.
Foi homenageada com nome de rua pela Lei nº 6.707 de 5 de novembro de 1991
Em 2004, a Câmara Municipal criou uma medalha em sua homenagem e em 2005 Laudelina foi homenageada com a “Ordem do Mérito do Trabalho”, pelo Governo Federal.
Referências:
Dicionário Mulheres do Brasil de 1500 até a atualidade. Jorge Zahar editor, RJ, 2000.
Projeto de Lei Ordinária nº 395/1991

