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Rua Victoriano dos Anjos

Victoriano dos Anjos Figueiroa, nasceu em Salvador-BA em 1765, era entalhador, que exercia funções e lecionava entalhe junto ao Arsenal da Marinha ou ao Colégio dos Órfãos de São Joaquim.

Em 1853, já com avançada idade, foi trazido para Campinas por Antonio Francisco Lisboa, o “Baía”, para ser responsável pela ornamentação interna da Nova Matriz, de Nossa Senhora da Conceição.

Victoriano foi o responsável pelos entalhes do altar-mor, das tribunas, dos púlpitos, da varanda do coro e até mesmo a condução das obras até 1862, quando foi dispensado pelo novo administrador, Antônio Carlos de Sampaio Peixoto, o "Sampainho".

Sem ter recebido tudo que lhe era devido pelo trabalho feito, dedicou-se em dar aulas e entalhar peças sob encomenda.

Em 1864 encontrava-se na pobreza, tanto que foi citado em sessão na Câmara no dia 15 de novembro, como incapaz de prover o calçamento onde morava.

Encontrado em situação de rua pelo famoso pintor e dourador, Francisco de Paula Marques, o qual diante da situação trabalhou para a criação de uma instituição para acolher artistas na mesma situação, que viria a ser a Sociedade Artística Beneficente, instituída no Teatro São Carlos em 1869.

Faleceu, já centenário, em 30 de julho de 1871.

Edital de 30 de maio de 1923

Referências:

https://atom.cmu.unicamp.br/uploads/r/centro-de-memoria-unicamp/2/d/9/2d950f7565a34529da7ced760cf0f4459045a21ac9858310203a0355779dd034/87d4d4b8-1f2a-4597-8fcd-edc6e9d0fb58-ANPV_01_04789.pdf

FREIRE, Luiz Alberto Ribeiro, Vitoriano dos Anjos Figueiroa, o Altar-mor da Sé de Campinas e a tradição retabilística baiana Disponível em:Varia hist. vol.24 no.40 Belo Horizonte July/Dec. 200