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Rua Almeida Júnior

José Ferraz de Almeida Júnior nasceu em 8 de maio de 1850 em Itu e faleceu em 13 de novembro de 1899 na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo. Era filho de José Ferraz de Almeida e de Ana Cândida de Amaral Souza. 

Passou sua infância em Itu estudando com padres e desde cedo revelou talento para a pintura, que despertou a admiração até mesmo de pintores da região.

Em 1869, com o auxílio financeiro de parentes e amigos, inclusive do pároco da Matriz de Itu, Padre Miguel Correa Pacheco, mudou-se para o Rio de Janeiro e ingressou na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA). Ali foi aluno de Jules Le Chevrel, com quem teve aulas de desenho, e de Victor Meirelles, professor de pintura.

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Almeida Júnior

No ano de 1876, o Imperador Dom Pedro II, admirado com o trabalho de Almeida Júnior, resolveu conceder uma bolsa de estudos para que o artista pudesse estudar em Paris. Mudando para a capital francesa, ingressou na École National Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) onde foi aluno do célebre Alexandre Cabanel. Passou a dedicar-se ao aprimoramento de suas técnicas de desenho e pintura.

Participou também de quatro edições do Salon Officiel des Artistes Français (Salão Oficial dos Artistas Franceses) expondo suas pinturas entre os anos de 1879 a 1882, o que lhe rendeu diversos prêmios e ganho de notoriedade internacional.

Ao retornar ao Brasil, em 1882, estabeleceu-se inicialmente no Rio de Janeiro, onde realizou exposição na Academia Imperial de Belas Artes de suas obras produzidas em Paris. Participou também da Exposição Internacional Colombiana em Chicago, Exposição Geral de Belas Artes do Rio de Janeiro e também em seu próprio atelier. Esta trajetória de exposições lhe conferiu algumas medalhas, bem como o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa, por Decreto Imperial

Em 1883, instalou atelier em São Paulo onde permaneceu até 1899, ano de sua morte.

Considerado um dos maiores artistas do país, o pintor e desenhista ficou conhecido por sua abordagem da temática regionalista e da cultura caipira. Com temas do cotidiano brasileiro do interior paulista, Almeida Júnior representava o homem do interior de forma naturalista em suas pinturas. Destacou-se por opor-se ao estilo acadêmico da época que retratava o cotidiano da burguesia paulista.  

Seus trabalhos mais representativos estão expostos na Pinacoteca do Estado de São Paulo em uma sala que leva seu nome. Algumas de suas famosas obras são: “As Lavadeiras” (1875); “Fuga para o Egito” (1881),  “Caipiras Negaceando” (1888); “Caipira Picando Fumo” (1893), “Leitura” (1892), Amolação Interrompida (1894) e “O Violeiro” (1899).

Por proposta do professor Odilon Nogueira de Matos, Almeida Júnior foi homenageado em Campinas com a denominação de uma rua no bairro Jardim Garcia através do Decreto nº 4.344, de 25 de outubro de 1973.

Referências:

CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP. Rua Almeida Júnior. Disponível em:  https://atom.cmu.unicamp.br/uploads/r/null/9/b/1/9b15144a650b5991367a574999fafcb5dd3e43f61b129d8d5e11cb5320fd4372/f8342582-b7f9-4bc0-9edd-087af6a05863-ANPV_01_00256.pdf Acesso em: 22 jul. 2024.

CRIVILIN, Tania Maria. Almeida Junior: a afirmação de uma subjetividade moderna. Vitória: UFES, 2011 (Dissertação de Mestrado). Disponível em: https://sappg.ufes.br/tese_drupal//tese_4881_Disserta%E7%E3o%20Almeida%20Junior%20-%20A%20afirma%E7%E3o%20de%20uma%20subjetividad.pdf Acesso em: 22 jul. 2024.

PINACOTECA DE SÃO PAULO. Almeida Júnior. Disponível em: https://acervo.pinacoteca.org.br/online/ficha.aspx?ns=402000&id=939 Acesso em: 22 jul. 2024.