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  • Rua Leopoldo Amaral (antiga Rua Ranulfo Sales)

Rua Leopoldo Amaral (antiga Rua Ranulfo Sales)

Leopoldo Augusto do Amaral Gurgel nasceu em Campinas, São Paulo, em 20 de dezembro de 1856. 

Era filho do alferes Antonio Francisco do Amaral Gurgel e de dona Maria Isabel de Mello Amaral e foi casado com Alda Barbosa do Amaral.

Iniciou seus estudos com o professor Quirino do Amaral Campos e logo após passou a frequentar a Escola de Manoel da Luz Cintra.

LA
Leopoldo Amaral - Acervo da Câmara Municipal de Campinas
Em junho de 1878, começou a atuar como jornalista na “Gazeta de Campinas”, na época dirigida por Carlos Ferreira, onde escreveu muitos de seus artigos e crônicas.

Mais tarde ocupou o cargo de secretário no mesmo jornal.

Em 1886, à convite do jornalista conterrâneo Júlio de Mesquita, tornou-se diretor da sucursal de “A Província de São Paulo”, posteriormente “O Estado de São Paulo”, onde atuou até seu falecimento.

Considerado cronista-historiador da cidade, escreveu nos jornais em que colaborou muito da história de Campinas e deu publicidade a trabalhos sobre seus fatos históricos e tradições. 

Relatou, por exemplo, em uma de suas obras a presença do imperador Dom Pedro II e sua comitiva na inauguração do Ramal Ferroviário de Caldas, Estrada de Ferro Mojiana.

Em 1890, foi nomeado secretário da Câmara Municipal de Campinas, cargo que ocupou até o ano de 1915, quando se aposentou por motivos de saúde (Lei nº 207, de 30 de setembro de 1915 ).

Leopoldo Amaral foi autor do almanaque “A Cidade de Campinas em 1901”, editado pela Casa Livro Azul, que retrata em seus textos e ilustrações o que era a cidade no alvorecer do século XX.

Escreveu “Carlos Gomes e Sua primeira Ópera” em 1922; “Campinas Recordações”, livro editado em 1927 pela Seção de Obras do jornal O Estado de S. Paulo, reunindo as crônicas e memórias escritas ao longo daquela década, entre outros livros.

Também músico, tocou trompa na orquestra da Sociedade Carlos Gomes e compôs e publicou diversas peças, dentre elas a mazurca “Vespertina” para quarteto de cordas.

Serviu a diversas instituições de caridade da cidade, dentre elas a Santa Casa de Misericórdia, para a qual prestou apoio e dedicação, pertencendo por longo período a sua Mesa Diretora.

Em 1927, foi homenageado com um retrato no salão nobre da Associação Campineira de Imprensa e recebeu o título de presidente honorário da entidade.

É patrono da cadeira número 1 da mesma associação.

Faleceu em 31 de maio de 1938 em Campinas.

Em 20 de dezembro de 1956, seu retrato foi inaugurado na Câmara Municipal de Campinas e teve um busto descerrado em sua homenagem na praça Imprensa Fluminense, no bairro Cambuí.

A denominação da Rua Leopoldo Amaral ocorreu pelo Decreto-Lei nº 311, de 13 de novembro de 1945, assinado pelo então prefeito Joaquim de Castro Tibiriçá.

Referências:

BORGES, Luiz Carlos Ribeiro. Leopoldo Amaral, cronista e historiador de Campinas. Disponível em:

https://ihggcampinas.org/2017/08/15/leopoldo-amaral-cronista-historiador-de-campinas/ Acesso em: 11 nov. 2024.

CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP. Rua Leopoldo Amaral. Disponível em: https://atom.cmu.unicamp.br/uploads/r/centro-de-memoria-unicamp/7/5/0/75051798945714179e858012b704d6722b4a66b5782e5b56ccbe2bab86484fd0/b8290d1a-1db0-4958-8e12-89bb32367a7a-ANPV_01_02988.pdf Acesso em: 11. nov. 2024.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS. Busto Leopoldo Amaral. Disponível em:

https://conheca.campinas.sp.gov.br/pois/119 Acesso em: 11 nov. 2024.

TOLEDO, Maria Conceição Arruda. Academia Campinense de Letras: patronos, fundadores e titulares. Campinas: Komedi, 2006, p. 107.