Rua Monsenhor Maximiano da Silva Leite
Maximiano da Silva Leite nasceu em Campinas em 21 de fevereiro de 1878.
Realizou seus primeiros estudos no antigo distrito de Rebouças, atualmente Sumaré, finalizando na antiga Escola Ferreira Penteado.
Em 1891, após a morte dos pais por conta da epidemia de febre amarela que assolou Campinas, órfão e pobre, Maximiano ingressou no Seminário Episcopal de São Paulo.
Em outubro de 1894 recebeu sua batina clerical e um ano depois o jovem seminarista foi enviado ao Colégio Pio Latino Americano em Roma, na Itália.
Após dedicados sete anos de estudos, em 28 de outubro de 1902, formou-se em Filosofia, Teologia e Direito Canônico e celebrou sua primeira missa no Santuário de Pompeia.
Retornou ao Brasil em janeiro do ano seguinte, passando a exercer inicialmente o sacerdócio na Diocese de Porto Alegre e pouco tempo depois foi nomeado Coadjutor na Paróquia de Santa Cecília, em São Paulo, onde não demorou muito em impressionar por sua cultura e profunda religiosidade.
Em 1904, aos 26 anos de idade, o jovem padre assumiu o importante cargo de reitor do Seminário de São Paulo pelas mãos de Dom José de Camargo Barros. Apesar da pouca idade, provou seu valor ao longo de dez anos de esforço e dedicação que resultaram no reconhecimento de melhor Seminário Central do Brasil.
Entre suas obras está a participação na criação da Faculdade Eclesiástica de São Paulo, que passou a funcionar regularmente em 1º de março de 1908 e oferecia um curso de Filosofia com duração de três anos. A Faculdade anexa ao Seminário tornou-se uma faculdade pontifícia por meio de decreto do papa Pio X, que na mesma época concedeu o honroso título de Monsenhor a Maximiano.
Em 1914, após haver deixado a Reitoria do Seminário de São Paulo, aceitou o cargo de Capelão do Convento de Santa Teresa do Desterro, no Rio de Janeiro, onde realizou sua primeira missa em janeiro de 1915. Serviu ali com extremo zelo e entusiasmo durante quase 51 anos, além de cumprir outros importantes encargos tais como Vigário Geral do Arcebispado do Rio de Janeiro, entre 1918 e 1921, Presidente das Conferências Eclesiásticas, de 1918 a 1950, Presidente do Tribunal Eclesiástico, de 1943 a 1950, assim como administrador de diversos patrimônios de Irmandades Religiosas, de 1925 a 1941.
Dedicou ainda tempo para atuar à frente de fundações voltadas para o interesse público como a Escola Profissional de Santo Adolfo, a Associação das Senhoras Brasileiras, que dava apoio para moças que vinham do interior com pensionato e restaurante, e esteve, entre 1927 e 1952, na administração do Sanatório São Paulo, em Campos do Jordão, que atendia gratuitamente moças com tuberculose.
Após 65 anos de sacerdócio, faleceu em 3 de dezembro de 1967, no Rio de Janeiro, aos 90 ano de idade. Seu corpo foi sepultado em túmulo da Capela de São Maximiano, junto ao edifício da Associação das Senhoras Brasileiras.
Foi homenageado com a denominação de uma rua do Jardim Planalto pelo Decreto nº 4.033, de 20 de março de 1972.
Referências
CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP. Rua Monsenhor Maximiano da Silva Leite. Disponível em: https://atom.cmu.unicamp.br/uploads/r/centro-de-memoria-unicamp/9/b/f/9bfa7c3c018324dfccd57bd771ef0c74a56ad79db3edb785d5720f4a63bf9c4d/f16b7d2e-12b2-4646-ac44-71b79cd99dc6-ANPV_01_03414.pdf Acesso em: 05/06/2025
TUFFANI, Eduardo. Nota pelos cem anos do ensino superior de Filosofia no Brasil ( 1908-2008). Discurso, São Paulo, Brasil, v. 39, n. 39, p. 321–340, 2009. Disponível em: https://revistas.usp.br/discurso/article/view/68294/70984 Acesso em: 05/06/2025
