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Rua Doutor Jorge Antonio José

Jorge Antonio José nasceu em 4 de janeiro de 1933 na cidade de Serra Negra, interior de São Paulo.

Era o filho mais velho de Antonio Jorge José e de Josephina Matta Nunes, ambos naturais do Líbano.

Casou-se com Nelsa Parada Nunes, natural de Campinas, com quem teve 5 filhos: Angela, Adriana, Antonio Jorge, Arlene e Alexandre.

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Jorge Antonio José - acervo da Câmara Municipal de Campinas

Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar “Lourenço Franco de Oliveira e seus estudos intermediários no Colégio Diocesano Santa Maria, em Campinas, e no Colégio Piracicabano, em Piracicaba, onde formou-se professor.

Em 1956, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

Iniciou sua vida política aos 20 anos de idade, quando foi eleito pela primeira vez vereador da Câmara Municipal de Serra Negra, sendo reeleito por quatro legislaturas consecutivas.

Dedicou-se também a atividades jornalísticas, fundando seu próprio jornal semanal “O Progresso”.

Em 1970, foi candidato a deputado estadual e permaneceu na condição de suplente na respectiva legislatura.

Em 1974, passou a residir com a família em Campinas, onde deu prosseguimento a suas atividades jornalísticas e políticas.

Produziu escritos dos mais variados temas expressos em artigos, crônicas, editoriais, ensaios e estudos históricos. Muito do que escreveu divulgou também por meio de jornais nos quais colaborou, entre eles “O Serrano”, em Serra Negra e “Diário do Povo” e “Correio Popular”, ambos de Campinas.

Neste último, publicou inúmeros artigos a respeito de suas ideias sobre a data de fundação de Campinas. A maior parte do debate havia acontecido durante o período da segunda comemoração do bicentenário. Em 1962, com o protocolo do requerimento do vereador Antônio Rodrigues para que fosse composta uma Comissão Especial sobre o tema, as opiniões se dividiam entre aqueles que defendiam a data de 1774 e os que se posicionavam contra. Juntamente com o historiador Jolumá Brito, Jorge Antônio José foi então um dos principais contestadores da data de 1774. Em seus artigos defendia as ideias de que a freguesia seria o primeiro ponto para fundação de Campinas e que a data deveria ser definida pelos primeiros fluxos de fixação de povoadores que chegaram à região.

Na 9ª Legislatura da Câmara Municipal de Campinas, que se iniciou em 1º de fevereiro de 1983 e durou até 31 de dezembro de 1988, Jorge Antonio José foi eleito vereador, ocupando a presidência no biênio de 1987 a 1988. Como presidente, promoveu reforma das dependências da área reservada ao legislativo, na época situada no prédio da Prefeitura Municipal.

Foi também atuante membro da Associação Campineira de Imprensa (ACI) por mais de 20 anos, presidindo a entidade em diversos exercícios, e acadêmico da Academia Campinense de Letras.

Faleceu em 12 de agosto de 2000 e foi homenageado com a denominação de uma rua em Barão Geraldo, conforme a Lei nº 11.711, de 17 de outubro de 2003.

Referências:

CAMPINAS. Câmara Municipal de Campinas. Projeto de Lei nº 410 de 2003. Denomina Rua Dr. Jorge Antonio José uma via pública do município de Campinas.

TEIXEIRA DE GODOY, J. M.; BARONI, G. V. História fabricada: controvérsias em torno da fundação da cidade de Campinas. Revista de História Regional, [S. l.], v. 16, n. 1, 2011. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/2406. Acesso em: 26 nov. 2025.